Novo exame poderá prever recidiva de cancro da mama

  Tupam Editores

Um estudo publicado na revista Nature Immunology revela que uma análise ao sangue poderá futuramente prognosticar se uma paciente recém diagnosticada com cancro da mama sofrerá uma recidiva do carcinoma anos mais tarde.

A nova análise está a ser desenvolvida por investigadores da organização City of Hope, nos Estados Unidos, e reflete, de forma geral, o sistema imunitário da paciente na altura do diagnóstico, o qual é um dos principais fatores que determinam a recidiva do cancro no futuro.

Segundo o estudo, a eficácia da resposta imunitária antitumoral é determinada pelo equilíbrio entre as vias sinalizadoras pro-inflamatórias e anti-inflamatórias em resposta às citocinas (moléculas envolvidas na emissão de sinais entre as células durante o desencadeamento das respostas imunes, segundo a obra “Biocionário”).

Num paciente com cancro , as células imunitárias do sangue periférico, uma parte fundamental do sistema imunitário, tendem a ter menos respostas pro-inflamatórias e mais respostas supressoras imunitárias, criando um ambiente imunitário sistémico propício ao desenvolvimento do cancro.

Cancro-mama

Os investigadores analisaram as respostas sinalizadoras a muitas citocinas pró e anti-inflamatórias em diferentes tipos de células imunitárias no sangue periférico de 40 pacientes recém diagnosticadas com cancro da mama.

Foram identificadas alterações na sinalização a quatro citocinas diferentes (duas pró e duas anti-inflamatórias) em linfócitos T regulatórios em alguns pacientes.

Estes padrões de sinalização das citocinas no sangue periférico na altura do diagnóstico refletem o estado do sistema imunitário e preveem uma futura recidiva entre três a cinco anos mais tarde.

A equipa usou aqueles dados para criar um índice de sinalização de citocinas para funcionar como uma espécie de indicador de referência. A ideia é que a paciente faça uma análise ao sangue e tenha os seus dados inseridos num algoritmo que irá produzir um número, o qual indicará qual é o risco de recidiva do cancro no espaço de três a cinco anos.

Segundo os investigadores, estes achados poderão ser aplicados também a outras doenças que o sistema imunitário tenha que combater.

ARTIGO

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
12 de Novembro de 2019

Mais Sobre:
CANCRO DIAGNÓSTICO MULHER

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