Exame inovador não invasivo permite diagnosticar doenças cardíacas

  Tupam Editores

Uma equipa internacional de investigadores demonstrou que a ressonância magnética (RM) pode ser usada para medir o uso do oxigénio pelo coração em pacientes saudáveis e com doenças cardíacas.

A redução do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco constitui a principal causa de morte no mundo ocidental. Os exames atualmente disponíveis para medir o fluxo sanguíneo para o coração exigem a injeção de agentes químicos radioativos ou de contraste que alteram o sinal da RM para detetar a presença de doenças.

Contudo, além de apresentarem alguns riscos, estes métodos não são recomendados em muitos pacientes.

De acordo com os autores do estudo, o novo método, denominado RM funcional cardíaca, não requer agulhas ou químicos injetados no corpo, eliminando assim potenciais riscos e podendo ser usado em todos os pacientes. A RM funcional cardíaca foi testada com sucesso num modelo pré-clínico.

Exame-cardiologia

A exposição repetida a dióxido de carbono é usada para testar a eficácia dos vasos sanguíneos do coração em fornecerem oxigénio ao músculo. Uma máquina para respirar altera a concentração do dióxido de carbono no sangue. Esta alteração deverá resultar noutra alteração no fluxo sanguíneo para o coração, mas tal não acontece no caso de doença. A RM funcional cardíaca deteta essas alterações com precisão.

Abrimos a porta a uma nova era e forma totalmente nova de efetuar testes de esforço cardíaco para identificar pacientes com cardiopatia isquémica”, disse Rohan Dharmakumar, líder do projeto.

Esta abordagem ultrapassa as limitações de todos os métodos de diagnóstico atuais – não haverá mais necessidade de injeções ou de testes de esforço físico, como correr em passadeiras”, concluiu o cientista.

ARTIGO

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
21 de Setembro de 2019

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