Estudo mostra de que forma corpo humano processa dor

  Tupam Editores

Atualmente, os medicamentos disponíveis para a dor têm uma eficácia limitada e numerosos efeitos secundários, mas uma nova pesquisa pode fornecer informações mais profundas sobre como os órgãos do corpo humano processam a dor, preparando o caminho para uma maneira inovadora e efetiva de atingir a dor crónica.

A nova pesquisa, publicada na Science Translational Medicine, revelou de que forma a dor ocorre num local que pode estar "escondido", longe do alcance da medicação amplamente disponível para a dor.

Alguns dos analgésicos disponíveis visam os chamados recetores acoplados à proteína G (GPCRs) na superfície da célula; os GPCRs são um grupo de recetores de membrana partilhados por humanos, animais, plantas e até mesmo fungos, cujo papel é receber informações do meio ambiente e transmiti-lo às células.

No corpo humano, os GPCRs cumprem uma ampla gama de funções e estão envolvidos em quase todos os processos biológicos do corpo, incluindo a resposta à dor.

Como resultado, entre um terço e 50 por cento de todos os medicamentos disponíveis no mercado funcionam visando os GPCRs. Existe um tipo adicional de GPCR denominado recetor de neuroquinina 1 (NK1R) que quando ativado causa dor e inflamação.

As experiências realizadas pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, revelaram que quando ativado pela dor, o NK1R tende a afastar-se rapidamente da superfície celular e dos endossomas das células nervosas.

cientista a escrever

Os endossomas são pequenos compartimentos no interior de uma célula; quando o NK1R está dentro de um endossoma, pode continuar a causar dor e inflamação.

Outras experiências em roedores mostraram que a ligação de uma molécula de gordura ou um lípido aos compostos químicos bloqueadores do NK1R ajuda a romper a membrana dos endossomas, proporcionando um alívio da dor.

Com esta descoberta, os investigadores acreditam ter demonstrado que o planeamento de inibidores de NK1R capazes de atingir a rede endossomal dentro das células nervosas pode proporcionar um alívio da dor muito mais duradouro do que os analgésicos disponíveis; ou seja, modificar os compostos existentes nos analgésicos pode ter o potencial de aumentar a eficácia de muitas classes de medicamentos.

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