Estudo de revisão avalia segurança e eficácia do uso do lítio em crianças e adolescentes

  Tupam Editores

Muitos médicos evitam usar agentes estabilizadores do humor tradicionais, especialmente o lítio, em crianças e adolescentes. Uma revisão apresentada no 27.º Congresso Europeu de Psiquiatria (EPA 2019), que ocorreu de 6 a 9 de abril, em Varsóvia, na Polónia, avaliou as evidências de segurança e eficácia do uso de lítio nessa população.

Para tal, foi realizada uma revisão sistemática sobre o uso de lítio em crianças e adolescentes com transtorno bipolar (THB), com o objetivo de identificar artigos relevantes sobre o tema publicados até 30 de junho de 2018 nas bases de dados eletrónicas MEDLINE, Embase, PsycINFO e Cochrane Library.

Ao todo, 30 artigos preencheram os critérios de inclusão, incluindo 12 ensaios clínicos randomizados (ECR), que demonstram eficácia para mania aguda em até 50 por cento dos pacientes e evidências de eficácia de manutenção a longo prazo.

Pediatria-lítio

O lítio foi geralmente seguro, pelo menos a curto prazo, com efeitos colaterais mais comuns sendo os gastrointestinais, poliúria ou cefaleia. Apenas uma minoria dos pacientes apresentou hipotireoidismo. Nenhum caso de lesão renal aguda ou doença renal crónica foi relatado.

Com base nesses resultados, os investigadores concluíram que, embora a literatura disponível seja na sua maioria de curto prazo, há evidências de que a monoterapia com lítio é razoavelmente segura e eficaz em crianças e adolescentes, especificamente para mania aguda e para prevenção de episódios de humor.

ARTIGO

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
16 de Setembro de 2019

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