COVID-19: NÃO É ALTURA DE RELAXAR!

COVID-19: NÃO É ALTURA DE RELAXAR!

SOCIEDADE E SAÚDE

  Tupam Editores

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Travar a propagação da COVID-19 tem sido uma batalha hercúlea com alguns avanços e retrocessos. Em Portugal Continental a situação mantém-se indefinida. Ainda que o risco de transmissibilidade nunca se tenha afastado significativamente da marca do 1%, o "crescimento sustentado" de novos casos tem vindo a preocupar.

Segundo os dados mais recentes divulgados pela DGS através do seu boletim epidemiológico diário, no país, nas últimas 24 horas morreram mais três pessoas e foram confirmados mais 585 casos de infeção pelo coronavírus SARS-Cov-2, o que perfaz, no total, desde que a pandemia começou, 62.126 infetados, 43.441 recuperados e 1852 vítimas mortais. Há, ainda, a registar 16.833 doentes portugueses ativos a ser acompanhados pelas autoridades de saúde.

A situação de contingência no país vigora já a partir do próximo dia 15 e, numa altura em que o número de casos está em ascendência, António Costa, após a reunião semanal do Conselho de Ministros, deu a conhecer as medidas que servirão para enfrentar a situação e que incluem novos limites para ajuntamentos e novas regras para as escolas e para o trabalho.

Segundo o primeiro ministro o reforço das medidas preventivas contra a COVID-19 visa evitar um aumento exponencial de contágios com a gradual retoma da atividade. O Governo considera que esta mudança significativa nas rotinas, na utilização dos transportes, o regresso às aulas e um retorno mais significativo ao mercado de trabalho necessita de medidas adicionais.

Assim, tal como já acontecia na Área Metropolitana de Lisboa (AML), a partir da próxima terça-feira passam a ser proibidos no país os ajuntamentos com mais de dez pessoas. Para além disso, os estabelecimentos comerciais não podem abrir antes das 10h (com exceções), e devem fechar entre as 20h e as 23h – esta segunda medida será tomada por decisão municipal.

As exceções, em que o comércio poderá abrir antes das 10h, dizem respeito, por exemplo, a pastelarias, cabeleireiros e ginásios.

Nas áreas de restauração dos centros comerciais passa a haver um limite máximo de quatro pessoas por grupo. Junto às escolas, nos restaurantes, cafés e pastelarias a 300 metros dos estabelecimentos, também há um limite máximo de quatro pessoas por grupo.

Estas medidas foram pensadas com o intuito de evitar grandes concentrações de pessoas nesses espaços de alimentação.

É alargada ainda a todo o país a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas estações de serviço — e, em todos os outros estabelecimentos a partir das 20h, exceto nos estabelecimentos de comida, às refeições. Regressa também ao resto do país a proibição do consumo de bebidas alcoólicas na via pública.

Quanto ao horário de encerramento dos estabelecimentos, passará a ser obrigatoriamente entre as 20h e as 23h, cabendo a cada município a determinação da hora exata, em função da realidade específica do seu concelho.

A reabertura das discotecas e o regresso aos recintos desportivos, como os estádios de futebol, ainda não é para agora. Estes recintos vão continuar sem público, anunciou ainda o primeiro-ministro, que alertou para a diferença de comportamentos das pessoas num cinema ou num teatro e num estádio e noutros recintos desportivos.

Para além das medidas gerais, foram anunciadas ainda medidas específicas para as duas áreas metropolitanas do país (Lisboa e Porto) onde há maior densidade populacional e, consequentemente, um maior risco de infeção.

De forma a evitar a concentração de pessoas, os locais de trabalho passam a ter obrigatoriamente o desfasamento de horários, devendo existir horários diferenciados de entrada e saída, assim como horários diferenciados de pausas e de refeições.

Os serviços devem ainda funcionar com as equipas em espelho: com escalas de rotatividade entre teletrabalho e trabalho presencial. Deve ainda procurar-se diminuir os movimentos pendulares (casa-trabalho-casa).

Outra das preocupações do Governo nesta fase é reduzir a concentração de pessoas nas horas de ponta, sobretudo nos transportes públicos. As regras que existiam mantêm-se: o reforço da frequência dos transportes e o uso de máscara, embora seja importante também jogar com o fator de diferenciação dos horários.

No regresso às escolas em regime presencial – já entre os dias 14 e 17 deste mês -, o governo garante a readaptação do funcionamento das escolas à nova realidade sanitária, planos de contingência em todos os estabelecimentos de ensino, a distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs) e um referencial de adaptação perante casos suspeitos, positivos ou surtos. A isto junta-se a medida de restrição dos grupos a um limite de quatro nos estabelecimentos num raio de 300 metros à volta das escolas.

Para fazer frente aos problemas nas estruturas residenciais para idosos, o governo estabelece “brigadas distritais de intervenção rápida”, cujo objetivo será conter e estabilizar os surtos nos lares. Estas equipas que vão atuar nos lares envolvem médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico e deverão estar a funcionar até ao final de setembro.

Portugal vai entrar “numa fase crítica” devido à mudança de estação, início do ano letivo e recomeço de muitas atividades, e a batalha não está ganha! É absolutamente decisivo manter a pandemia controlada, e isso depende em primeiro e em último lugar do comportamento individual de cada cidadão.

Temos um Serviço Nacional de Saúde robusto e fortalecido e, sem dúvida, excelentes profissionais de saúde, mas a melhor forma de os ajudar é evitar ficar doente, e para isso é imprescindível adotar todas as medidas preventivas que podemos e que dependem exclusivamente de nós.

Se as regras de prevenção contra a COVID-19 forem cumpridas, embora a pandemia se mantenha – e até possa registar um crescimento, o que é provável com o regresso à atividade normal –, será possível que esse crescimento se conserve sob controlo… até que o desenvolvimento de uma “vacina milagrosa” nos liberte do medo e da desconfiança em que vivemos.

As vacinas para combate à COVID-19

Por mais medidas preventivas que se tomem, a única forma conhecida de travar a propagação da COVID-19 parece ser a vacinação. Cientistas de todo o mundo, apoiados em financiamentos públicos e privados astronómicos, continuam numa verdadeira corrida contra o tempo para encontrar uma vacina eficaz para combater a pandemia.

Segundo o mais recente balanço da OMS, estão em desenvolvimento cerca de 169 diferentes projetos de investigação e pelo menos 30 deles já foram registados em fase clínica, última etapa de teste em humanos. Vários estão já em fase final de ensaios clínicos, que consiste na inoculação da vacina num espetro alargado de voluntários a fim de determinar a sua eficácia para impedir de facto a infeção e possíveis efeitos secundários.

Há neste momento dezenas de equipas a testar várias candidatas finalistas a vacina, algumas delas mais avançadas e promissoras, todavia os cientistas têm vindo a referir que nenhuma delas deverá estar pronta antes do fim do ano, não obstante alguns anúncios prematuros de entidades não ligadas à investigação científica, setor que obviamente está sob enorme pressão.

O chefe da Organização Mundial da Saúde pediu aos países que contribuam com recursos que possam agilizar para ajudar a conter a pandemia do novo coronavírus.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros A. Ghebreyesus, o programa ACT-Accelerator da OMS já apoia o desenvolvimento de potenciais vacinas, medicamentos e diagnósticos, mas é preciso aumentar rapidamente a capacidade de ensaios clínicos, de fabricação, de licenciamento e de regulamentação para que esses produtos possam chegar às pessoas e começar a salvar vidas.

A COVID-19 a nível global

Segundo o site worldometers, que aglutina a informação disponibilizada pela OMS e pelos principais Centros de Controle e Prevenção de Doenças em todo o mundo, desde 31 de dezembro de 2019 até hoje, dia 11 de setembro de 2020, foram notificados em todo o mundo 28 360 309 casos de doença, incluindo 914 463 mortes e 20 362 720 recuperados, números que não param de crescer, nomeadamente a nível das fatalidades.

O continente americano continua a ser o mais fustigado, com o número de infetados a ultrapassar os 14 473 717 , seguido da ásia com mais de 8 056 279 casos, da europa que já ultrapassa os 4 006 374 de infetados e a África que regista 1 323 129.

Verifica-se, no entanto, que é em alguns países do continente asiático, e mais recentemente na europa – onde se prenuncia uma eventual segunda vaga –, que prevalece a maior incidência de casos, com o surto a evoluir muito rapidamente e, embora em menor escala, também em alguns países africanos.

covid 19, mapa mundo

A tendência de evolução da pandemia na UE mantém-se incerta, pois nas últimas semanas alguns países têm vindo a relatar focos de transmissão contínua nas suas comunidades, temendo-se por isso que algum retrocesso se venha a verificar, depois das conhecidas medidas de excecional robustez que foram implementadas com carater temporário, mas que tantos danos têm causado à economia e não só.

As experiências de outras pandemias que alastraram no passado recomendam precaução. A COVID-19 não dá tréguas! Todos os cuidados são poucos! A incerteza quanto ao evoluir da doença mantém-se, designadamente quanto à possibilidade de eclosão de uma segunda vaga no outono, que já se aproxima a passos largos.

Caraterização do novo vírus COVID-19

Os coronavírus são uma família de vírus de RNA que geralmente provocam doença respiratória leve em humanos, semelhante a uma gripe comum. Porém, algumas estirpes podem apresentar-se como doença mais grave, como o síndrome respiratório do Médio Oriente (MERS) e o síndrome respiratório agudo severo (SARS-CoV-2).

Um novo coronavírus (COVID-19) foi identificado em Wuhan, China, em final de dezembro de 2019 e alastrou por outras regiões, acabando por contaminar todo o planeta e tendo originado a atual pandemia.

Diferença entre epidemia e pandemia

A palavra pandemia, deriva do grego “pandemias” (todos + demos=povo), para identificar uma epidemia de doença infeciosa que se espalha quase simultaneamente entre a população de uma vasta região geográfica como continentes ou mesmo pelo planeta.

Metodologia de atualização de dados

A atual situação epidémica é acompanhada diariamente pela OMS, ECDC, DGS e outras Entidades de Saúde Regionais que divulgam os principais indicadores relativos ao número de casos atingidos pela doença bem como o número de mortes diretamente atribuídos ao COVID-19. Não obstante estes números estarem a mudar a cada minuto que passa, o quadro abaixo reflete os últimos dados conhecidos, sendo nossa intenção mostrar uma panorâmica a nível global que ajude a uma tomada de consciência das pessoas, tão realista quanto nos é possível.

 

Situação Mundial da pandemia a 11 de Setembro, segundo a OMS:

covid 19, mapa mundo

covid 19, mapa mundo

covid 19, mapa mundo

covid 19, mapa mundo


RECOMENDAÇÕES DA ECDC

Como se espalha o COVID-19?

As pessoas podem ser infetadas pelo COVID-19 através de outras pessoas portadoras do vírus inalando pequenas gotículas infectadas ao tossirem ou espirrarem ou ao tocar superfícies contaminadas e em seguida tocarem o nariz, a boca ou os olhos.

Quais são os sintomas da doença?

A maioria das pessoas infetadas experimenta uma doença leve e recuperam naturalmente, mas para muitas outras pode ser mais grave. Os sintomas principais incluem uma combinação de:
– Febre
– Tosse
– Dificuldade para respirar
– Dor muscular
– Cansaço anormal

Surto de doença, O que precisa saber?

Se já esteve em áreas afetadas pelo COVID-19 com risco de exposição ou entrou em contacto com pessoa infetada com o COVID-19 e se, no espaço de 14 dias, desenvolve tosse, febre ou falta de ar:

– Fique em casa e não vá para o trabalho ou escola.

– Ligue de imediato para o número de saúde do país em que deseja obter informações; certifique-se de que menciona os sintomas, histórico de viagens e os contactos tidos.

– Não vá ao médico ou hospital. Lembre-se que pode infetar outras pessoas. Se precisar de entrar em contacto com seu médico ou visitar o serviço de emergência hospitalar, ligue com antecedência; indique sempre os seus sintomas, o histórico de viagens ou contactos.

Como pode proteger-se e aos outros da infeção

- Evite o contacto próximo com pessoas doentes, especialmente as que tossem ou espirram.
- Tussa e espirre no cotovelo ou num lenço de papel, NÃO na mão. Descarte o lenço usado imediatamente num contentor do lixo fechado e lave as mãos com água e sabão.
- Evite tocar nos olhos, nariz e boca antes de lavar as mãos.
- Lave regularmente as mãos com água e sabão, pelo menos durante 20 segundos ou use um desinfetante à base de álcool após tossir / espirrar, antes de comer e preparar alimentos, depois do uso do WC e após tocar superfícies em locais públicos.
- Pratique o distanciamento social: mantenha-se pelo menos a 1 metro de distância dos outros, especialmente de quem estiver a tossir ou espirrar.

Linha de apoio em Portugal (SAÚDE 24): (+351) 808 24 24 24

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
18 de Setembro de 2020

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