Combinação de probiótico e antibiótico eficaz a destruir superbactérias

Combinação de probiótico e antibiótico eficaz a destruir superbactérias

MEDICINA E MEDICAMENTOS

  Tupam Editores

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Uma equipa de cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), nos Estados Unidos, descobriu que a combinação de probióticos e antibióticos é eficaz contra superbactérias.

A equipa do cientista Zhihao Li demonstrou que, ao administrar uma combinação de antibióticos e probióticos, é possível erradicar pelo menos duas cepas de bactérias resistentes aos antibióticos, as chamadas superbactérias.

Para obter esse efeito, os investigadores encapsularam as bactérias probióticas num invólucro protetor de alginato, um material biocompatível que impede que os probióticos sejam mortos pelo antibiótico.

“Existem muitas bactérias resistentes aos antibióticos, o que é um problema sério para a saúde humana. Achamos que uma eficaz de as aliminar é encapsular um probiótico vivo e deixar que ele faça o seu trabalho”, explicou a cientista Ana Jaklenec, responsável pelos testes.

“Quando usamos apenas um componente, seja antibiótico ou probiótico, eles não conseguem erradicar todos os patógenos. Isso é algo que pode ser muito importante em situações clínicas, quando encontramos feridas com bactérias diferentes e os antibióticos não são suficientes para matar todas as bactérias”, acrescentou o professor Zhihao.

Cientista microscópio

Recentemente ficou demonstrou que ingerir probióticos reduz a necessidade de toma de antibióticos pelas crianças. Mas a ingestão apenas de antibióticos pode não ser suficiente nos casos mais agudos.

Por isso, os cientistas já vinham testando a ideia de aplicar os probióticos diretamente em feridas crónicas, o que mostrou um sucesso relativo em pacientes com queimaduras. No entanto, as cepas probióticas geralmente não conseguem combater todas as bactérias. Surgiu então a ideia de juntá-las com os antibióticos tradicionais.

A solução surgiu pelo encapsulamento das bactérias probióticas, para que elas não fossem afetadas pelo antibiótico. O alginato foi escolhido em parte porque já é usado em curativos para feridas crónicas, onde ajuda a absorver as secreções.

Além disso, os cientistas também descobriram que o alginato é um componente que as próprias bactérias usam para se protegerem dos antibióticos, quando se aglomeram para formar os chamados biofilmes.

Os cientistas planeiam agora começar a fazer testes em animais e em seres humanos, com vista a incluir a combinação probiótico/antibiótico em curativos.

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
22 de Março de 2019

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