Cientistas desenvolvem nova ferramenta para estudar recetores de nicotina

Cientistas desenvolvem nova ferramenta para estudar recetores de nicotina

MEDICINA E MEDICAMENTOS

  Tupam Editores

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Uma equipa de cientistas internacionais desenvolveu uma nova técnica para entender melhor os efeitos da nicotina no cérebro.

Num estudo publicado na revista Nature Methods, os cientistas descreveram a criação de um novo composto de nicotina ativado por luz, que lhes permitirá estudar melhor os recetores que desempenham um papel fundamental na dependência da nicotina.

"Os cientistas interessados em estudar a dependência da nicotina ou a acetilcolina, o neurotransmissor que normalmente se liga aos 'recetores de nicotina', têm agora uma ferramenta fantástica que, quando empregada adequadamente, pode permitir descobrir princípios fundamentais da transmissão colinérgica", disseram os especialistas.

O estudo norte-americano criou versões foto-ativáveis de drogas, que podem ser ativadas por breves flashes de luz, uma ferramenta importante usada na pesquisa farmacológica para estudar processos em células e modelar o comportamento de drogas.

Fumador

Até agora, no entanto, os cientistas não tinham a capacidade de desenvolver compostos para muitas drogas, incluindo uma classe com o chamado "nitrogénio terciário", que inclui a nicotina.

No presente estudo, a equipa de cientistas desenvolveu um novo método químico para a preparação de derivados de drogas anteriormente impossíveis de rastrear e aplicou a estratégia à nicotina. Depois de desenvolver uma nicotina foto-ativável, chamada PA-Nic, utilizou-se o composto para estudar os recetores nicotínicos de acetilcolina.

"Nós usamos a sonda para revelar novos detalhes sobre como a exposição crónica à nicotina muda a atividade e a localização desses recetores, abrindo caminho para uma nova abordagem no estudo da dependência da nicotina", explicaram os investigadores.

A nova estratégia será essencial para estudos de transmissão de acetilcolina e dependência de nicotina, mas a abordagem também pode ser aplicada a outras drogas que têm um nitrogénio terciário, de acordo com os autores.

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
29 de Maio de 2018

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