Cerca de um terço dos portugueses com mais de 15 anos consome refrigerantes

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Cerca de um terço dos portugueses com mais de 15 anos consome refrigerantes

  Tupam Editores

Um estudo conduzido pelas investigadoras Mariana Neto e Irina Kislaya, realizado com base nos dados do Inquérito Nacional de Saúde 2014 (INS 2014), revela que quase um terço dos portugueses com mais de 15 anos consome refrigerantes.

Os dados, publicados na última edição do Boletim Epidemiológico “Observações”, do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), indica que o consumo de refrigerantes é maior nos homens, nos mais jovens e nos que vivem nos Açores.

A investigação teve como objetivo estimar a prevalência do consumo de refrigerantes e as suas características sociodemográficas na população portuguesa.

Foi possível observar a existência de uma “prevalência do consumo de bebidas refrigerantes na população portuguesa com mais de 15 anos de idade de 31 por cento”.

Refrigerante

“Verificou-se que o consumo era superior no sexo masculino (35,2 por cento) e nos participantes mais jovens, decrescendo com a idade”, referem as autoras que identificaram ainda “diferenças regionais significativas, sendo a Região Autónoma dos Açores a região do país com o maior consumo de refrigerantes”.

Nesta região autónoma, o consumo de refrigerantes atingiu os 48,6 por cento, segundo o estudo “Consumo de refrigerantes nas refeições principais em Portugal: dados do Inquérito Nacional de Saúde 2014”.

“Os participantes com menor nível de escolaridade tendiam, de forma significativa, a consumir mais refrigerantes, à semelhança dos participantes solteiros”, indica o estudo.

Em relação aos rendimentos, as autoras verificaram que “existia um decréscimo de consumo em relação aos escalões mais elevados”.

“O excesso do consumo de açúcar simples (free sugar) está associado ao excesso de peso e obesidade, doenças crónicas, como diabetes tipo 2 e à ocorrência de cáries dentárias”, alertam as pesquisadoras do INSA.

“O consumo de refrigerantes, estimado pelo Inquérito Nacional de Saúde 2014, é elevado na população portuguesa”, concluiu a investigação.

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