Antidepressivos podem não ser mais eficazes que placebos

Antidepressivos podem não ser mais eficazes que placebos

MEDICINA E MEDICAMENTOS

  Tupam Editores

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Um estudo publicado no BMJ Open concluiu que existem poucas evidências que provem que os fármacos antidepressivos funcionam melhor do que os placebos.

Cientistas do Centro Nordic Cochrane, na Dinamarca, realizaram uma revisão de um estudo de Andrea Cipriani, publicado na revista científica Lancet em fevereiro de 2018, que comparava o desempenho de fármacos antidepressivos em adultos com depressão major unipolar.

A análise de Andrea Cipriani incluía 522 ensaios clínicos com um total de 116 477 participantes. O estudo concluiu, na altura, entre outras coisas, que os antidepressivos eram mais eficazes do que um placebo em adultos com transtorno depressivo major. Para muitos, aquele estudo foi a prova definitiva em como os antidepressivos funcionavam.

Um dos exemplos citados foi o facto de, num estudo ideal, os participantes não saberem se estão a receber um fármaco ou um placebo.

Considerando que os fármacos antidepressivos têm efeitos secundários bastante familiares, os participantes provavelmente saberão se estão no grupo experimental ou do placebo. Segundo a equipa de Klaus Monkholm, Andrea Cipriani não considerou aquele aspeto de forma adequada.

A equipa decidiu repetir a análise de Andrea Cipriani, tendo em consideração os vieses identificados.

Como resultado, entre outros, a equipa de Andrea Ciprinai ter-se-á desviado das diretrizes de ouro para este tipo de análise, a Revisão Sistemática Cochrane, que tinha relatado seguir.

Medicamentos-antidepressivos

Os investigadores do Centro Nordic Cochrane, liderados por Klaus Monkholm, consideram que o estudo não abordou os vieses de forma adequada, distorcendo a base da evidência.

A equipa mencionou ainda que Cipriani et al. incluíram 436 estudos publicados e 86 não-publicados na sua revisão. Contudo, podem ter sido conduzidos mil estudos.

Klaus Monkholm argumenta ainda que os estudos tinham durações curtas e não se aplicariam a pacientes que tomam antidepressivos desde há muitos anos.

Adicionalmente, os efeitos eram relativamente pequenos, podendo não ser clinicamente significativos, apesar de estatisticamente significativos.

De forma geral, a equipa de Klaus Monkholm concluiu que a evidência recolhida não suporta conclusões definitivas relativamente à eficácia dos antidepressivos para a depressão em adultos.

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