Raiva ainda mata 60 mil pessoas por ano

Raiva ainda mata 60 mil pessoas por ano

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  Tupam Editores

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Sabia que a raiva ainda mata cerca de 60 mil pessoas por ano? A doença transmite-se através da saliva de um animal infetado.

A infeção ocorre sobretudo através da mordedura – em mais de 95 por cento dos casos nos humanos é provocada pela mordedura de cães infetados. Mas, mais raramente, também pode ocorrer na sequência do contacto da saliva infetada com uma ferida aberta ou com membranas mucosas, por exemplo, boca, nariz, e olhos.

Em 2015, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a OMS, a GARC e a FAO estabeleceram como meta zero mortes humanas por raiva até 2030.

Este plano tem como objetivo prevenir a raiva transmitida por cães através de uma melhor consciencialização e de campanhas de vacinação e melhor acesso a cuidados de saúde e medicamentos para a população em risco.

Na data em que se celebra o Dia Mundial da Luta Contra a Raiva (28 de setembro), a OIE apresentou os avanços do seu plano estratégico cuja meta era morte zero por raiva transmitida de cães para humanos em 2030.

Cão-morde-humano

Os dados divulgados evidenciam que a raiva ainda causa uma morte de um humano a cada nove minutos, 80 por cento das quais em zonas rurais e 40 por cento das quais de crianças. A OIE revelou ainda que os cães são responsáveis por 99 por cento dos casos de raiva em humanos.

Portugal é um país oficialmente indemne de raiva desde 1961. A principal medida de prevenção contra a doença é através da vacinação dos animais de companhia contra esta zoonose.

Apenas se um animal de companhia se encontrar devidamente vacinado contra a raiva poderá garantir-se que se encontra protegido caso venha a contactar com um animal infetado que entre clandestinamente vindo de um país onde exista a doença.

Assim, não se descuide. A vacinação antirrábica é obrigatória para todos os canídeos com três ou mais meses de idade, de acordo com o Plano Nacional de Luta e Vigilância da Raiva e Outras Zoonoses. No caso dos felinos, a vacinação não é obrigatória, mas aconselhada.

Autor:
Tupam Editores

Última revisão:
09 de Janeiro de 2020

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