SONO

A forma como se alimenta pode influenciar qualidade do sono

O adulto médio deve dormir no mínimo sete horas por dia, no entanto, só nos Estados Unidos estima-se que 50 a 70 milhões de pessoas sejam diagnosticados com algum distúrbio do sono, como apneia do sono e insónia, que impede a obtenção de um sono ideal, e o que comemos pode desempenhar um papel importante nisso.

A forma como se alimenta pode influenciar qualidade do sono


Um estudo conduzido pela nutricionista Raedeh Basiri mostrou que os níveis de açúcar no sangue – tanto em indivíduos com diabetes quanto naqueles sem a doença – estão relacionados com a qualidade do sono.

As variáveis de sono e dieta, incluindo a duração do sono (curta/normal/prolongada), a dificuldade para dormir, diagnóstico de distúrbio do sono e ingestão de macronutrientes, foram obtidas a partir do estudo transversal NHANES dos EUA, de 2007 a 2020.

A investigação, publicada na revista Frontiers in Nutrition, permitiu constatar que os níveis de glicose no sangue, o controlo da diabetes e o tipo de alimentos consumidos eram fatores que podiam influenciar a qualidade do sono.

Os resultados revelaram que os indivíduos com diabetes tinham maior probabilidade de ter dificuldades para dormir, de serem diagnosticados com distúrbios do sono em comparação com aqueles com normoglicemia.
Estes indivíduos apresentaram igualmente durações de sono anormais: 21% com mais probabilidades de sono curto e 37% de sono prolongado. Aqueles com pré-diabetes apresentaram padrões semelhantes, mas não tão acentuados.

O controlo rigoroso da dieta e da diabetes foi associado a mais dificuldades para dormir, sugerindo que o nível de açúcar no sangue e o tipo de alimentos consumidos podem desempenhar um papel importante na qualidade do sono.

As dietas com baixo teor de proteína, especialmente quando combinadas com alta ingestão de gordura, foram as mais consistentemente associadas à má qualidade do sono em geral. Por outro lado, dietas com baixo teor de hidratos de carbono e alto teor de gordura foram associadas a uma menor probabilidade de curta duração do sono tanto em pessoas com diabetes quanto naquelas com níveis normais de açúcar no sangue.

Em indivíduos normoglicémicos, padrões semelhantes de distribuição de energia de macronutrientes foram associados tanto à curta quanto à longa duração do sono, em comparação com dietas equilibradas.

Os resultados destacam a importância de considerar tanto os padrões alimentares quanto o nível de açúcar no sangue ao desenvolver estratégias para melhorar o sono.

Fonte: Tupam Editores

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