ALIMENTAÇÃO

Estudo sugere que mel reduz risco cardiometabólico

O mel, especialmente o de acácia, melhora as principais medidas de saúde cardiometabólica, incluindo os níveis de açúcar no sangue e o colesterol. Deve, no entanto, ser natural e produzido a partir de uma única fonte floral. A conclusão é de uma nova revisão sistemática e meta-análise liderada por uma equipa de cientistas da Universidade de Toronto, no Canadá.

Estudo sugere que mel reduz risco cardiometabólico

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O mel é uma composição complexa de açúcares (comuns e raros), ácidos orgânicos, enzimas, proteínas, aminoácidos, minerais, vitaminas e substâncias bioativas produzidas pelas abelhas a partir do néctar das flores.

Em ensaios clínicos em animais e in vitro o mel revelou muitos benefícios para a saúde cardiometabólica, de onde se destaca a melhoria no peso corporal, inflamação, perfil lipídico e controle glicémico. No entanto, as evidências deste efeito em estudos humanos não foram sistematicamente avaliadas e quantificadas.

O estudo, publicado na revista Nutrition Reviews, tinha como objetivo examinar o efeito da ingestão de mel na adiposidade, glicemia, lípidos, pressão arterial, marcadores de doença hepática gordurosa não alcoólica e marcadores inflamatórios e para avaliar a certeza da evidência usando a abordagem GRADE (Classificação de Recomendações, Avaliação, Desenvolvimento e Avaliação). Na análise foi incluído um total de 18 ensaios controlados com 1.105 participantes.

A investigação teve uma duração de oito semanas. A dose média diária de mel nos testes foi de 40 gramas, o que equivale a cerca de duas colheres de sopa.
Os especialistas constataram que este mel reduziu a glicemia em jejum, o colesterol total e o LDL, ou mau colesterol, os triglicéridos e um marcador de doença hepática gordurosa. Entre outros benefícios, também aumentou o HDL, ou colesterol bom, e alguns marcadores de inflamação.

Segundo o Dr. Tauseef Khan, um dos autores do estudo, os resultados apurados são surpreendentes porque o mel contém cerca de 80% de açúcar.
Para os especialistas em saúde pública e nutrição “açúcar é açúcar”, no entanto, os resultados deste estudo mostram que as coisas não são bem assim.

O mel cru gerou muitos dos efeitos benéficos nos estudos, assim como o mel de fontes monoflorais, como o de acácia e trevo, que é comum na América do Norte. Embora o mel processado perca claramente muitos dos seus efeitos para a saúde após a pasteurização – normalmente 65 graus Celsius durante, pelo menos, 10 minutos –, o efeito de uma bebida quente com mel cru depende de vários fatores e provavelmente não destruiria todas as suas propriedades benéficas.

Estudos futuros devem concentrar-se no mel não processado e de uma única fonte floral. O objetivo final é conseguir evidências de maior qualidade e uma melhor compreensão dos muitos compostos do mel que podem fazer maravilhas pela saúde. É necessário um produto consistente que possa oferecer benefícios de saúde consistentes.

O mel de acácia é extraído do néctar das flores da árvore Robinia pseudoacacia, conhecida como acácia falsa, nativa da América do Norte. Com um sabor ligeiramente doce, esta variedade de mel é altamente procurada em todo o mundo. É quase transparente, como vidro líquido, e é uma forma pura e orgânica de mel que não foi processada, aquecida ou pasteurizada de forma alguma.

Fonte: Tupam Editores

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