TERAPIA

Criada terapia eficaz contra doenças resistentes a fármacos

Há já algum tempo que os cientistas trabalham no grande desafio de desenvolver novas terapias contra muitas doenças humanas. Muitas dessas doenças são causadas pela ação aberrante de certas proteínas das nossas células que são consideradas “invencíveis” ou difíceis de atingir terapeuticamente utilizando os métodos clássicos de descoberta de medicamentos.

Criada terapia eficaz contra doenças resistentes a fármacos

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Uma equipa de cientistas dos Estados Unidos criou um novo paradigma terapêutico chamado DUBTAC (Deubiquitinase Targeting Chimeras, na sigla em inglês), para ajudar na estabilização de proteínas alvo.

Segundo os cientistas, existem algumas doenças que possuem proteínas que são difíceis de combater utilizando os métodos clássicos de descoberta de medicamentos. Algumas destas proteínas degradam-se abertamente e são destruídas na célula, levando ao cancro, doenças degenerativas, doenças metabólicas e centenas de doenças genéticas.
Estas proteínas são frequentemente destruídas através da marcação com cadeias de uma proteína chamada ubiquitina, que sinaliza a célula para destruir as proteínas através do proteassoma.

A estabilização direccionada de uma proteína ativamente degradada com um fármaco permaneceu, até agora, impossível ou não combatível.

No estudo, publicado na revista científica Nature Chemical Biology, foram criadas as DUBTAC, moléculas que consistem num composto químico que se liga à proteína causadora da doença ligada a outro recrutador químico de uma enzima chamada deubiquitinase ou DUB.
A DUB remove as cadeias da ubiquitina das proteínas ativamente degradadas, impedindo assim a sua destruição e estabilizando os seus níveis proteicos.

Os especialistas verificaram que as DUBTAC estabilizam a mutação da proteína do canal de cloreto CFTR que, de outra forma, é degradada para causar fibrose cística. A DUBTAC estabilizava e aumentava os níveis desta proteína mutante para restaurar a função do CFTR em doentes com fibrose cística.

Segundo o professor Daniel Nomura, coordenador da investigação, esta nova plataforma terapêutica pode ser utilizada para desenvolver uma nova classe de medicamentos contra muitas doenças, incluindo o cancro, doenças neurodegenerativas, e outras doenças genéticas, permitindo o acesso a estas proteínas anteriormente “invencíveis” que foram ativamente degradadas para conduzir essas doenças.

Fonte: Tupam Editores

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