PANDEMIA

Variante Ómicron pode ter surgido a partir de ratos

Uma nova hipótese sobre a origem da variante Ómicron tem vindo a ser levantada pelos cientistas: as estirpes anteriores do coronavírus teriam sido passadas de humanos para roedores e, no corpo desses animais, sofrido uma série de mutações e voltado a infetar pessoas, já com a Ómicron.

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Teoricamente, um vírus que se adapta para infetar animais seria potencialmente mais fraco para o ser humano. A princípio, as mutações que surgem nos animais não deveriam ser adaptadas aos seres humanos (ou seja, causarem grandes prejuízos para a saúde).
A preocupação maior dos cientistas é a combinação das mutações. Como em animais as pressões seletivas são menores, eles poderiam gerar variantes com combinações de mutações - e as mutações podem interagir. Essa interação pode resultar em algo pior para o ser humano, ou não.

Após uma investigação mais aprofundada, os cientistas verificaram que a sequência de proteínas espícula da variante Ómicron foi submetida a uma seleção positiva mais forte do que qualquer outra variante por evoluir persistentemente em hospedeiros humanos, o que sugere a possibilidade de ocorrência de um fenómeno de “salto-hospedeiro”.

A variedade de mutações adquiridas pela Ómicron foi significativamente diferente da gama de vírus que evoluíram em pacientes humanos, no entanto, era semelhante à sucessão de mutações associadas com a evolução do vírus em ratos.
Os cientistas constataram ainda que as mutações na Ómicron se sobrepunham também com mutações conhecidas por promover a adaptação em ratos hospedeiros do vírus.

Os resultados do estudo sugerem que o progenitor da Ómicron saltou de humanos para ratos, acumulou rapidamente mutações que levaram à infeção daquele hospedeiro, saltando depois novamente para os humanos, o que indica uma trajetória evolutiva inter-espécies que levou ao surto da Ómicron.

A Omicron (B.1.1.529) foi detetada pela primeira vez na África do Sul em 24 de novembro de 2021 e dois dias depois foi classificada como uma variante de preocupação pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - com base no aumento de infeções.

Esta variante tem-se mostrado mais transmissível e com maior possibilidade de reinfeção (pode afetar pessoas que já foram diagnosticadas com Covid-19 anteriormente), no entanto, ainda não há relatos de mortes ou doença grave, o que poderá significar que seja adaptada para infetar e não matar os hospedeiros.
Os sintomas são leves, marcados principalmente por cansaço, dores no corpo e garganta a arranhar.

Estão atualmente em desenvolvimento estudos para descobrir se a Ómicron é capaz de escapar à proteção conferida pelas vacinas criadas até agora contra a Covid-19.

Fonte: Tupam Editores

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