INFECÇÃO

Descoberto como bactérias orais elevam vulnerabilidade à infeção

Uma equipa de cientistas da Escola de Odontologia da Universidade de Louisville descobriu detalhes de como as proteínas produzidas pelas células epiteliais orais protegem o organismo humano da entrada de vírus pela boca. Chegaram ainda à conclusão de que as bactérias orais podem suprimir a atividade dessas células, o que aumenta a vulnerabilidade às infeções.

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Uma família de proteínas conhecida por interferons Lambda produzida pelas células epiteliais na boca consegue proteger os humanos de infeções virais, mas as bactérias orais denominadas Porphyromonas gingivalis reduzem a produção e a eficácia destes importantes defensores da linha da frente.

Juhi Bagaitkar, professora adjunta do departamento de Imunologia Oral e Doenças Infeciosas da UofL, refere que o estudo permitiu identificar determinadas espécies bacterianas patogénicas, como os P. gingivalis, que causam doença periodental, e que podem suprimir completamente a produção da interferons, o que aumenta consideravelmente a suscetibilidade à infeção viral. A cientista refere ainda que estas bactérias orais residentes desempenham um papel chave na regulação de respostas antivirais.

A boca é frequentemente a porta de entrada no corpo para os vírus que contaminam o aparelho gastrointestinal e os pulmões tais como o SARS-CoV-2, o vírus de imunodeficiência humana (HIV), herpes simplex e vírus causadores de cancro, tais como o papillomavirus humano (HPV).

A P. gingivalis, uma bactéria oral comum que causa a doença periodental, está ligada a várias outras doenças, incluindo a doença de Alzheimer e a artrite reumatoide. Estudos clínicos recentes mostraram que a supressão imunitária nos pacientes com periodontite pode aumentar a susceptibilidade ao VIH, ao herpes simplex e ao HPV.

Uma melhor compreensão de como os interferons dão proteção antiviral larga e ativam os genes antivirais para proteger as pessoas dos vírus, assim como de que forma os P. gingivalis comprometem a sua proteção, pode levar os cientistas a aumentar essa proteção.

Para além das patologias já mencionadas, a investigação da UofL revelou ainda ligações entre a P. gingivalis e outras doenças como é o caso do cancro esofágico.
Os resultados do estudo foram publicados na revista científica PNAS.

Fonte: Tupam Editores

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