HIPERTENSÃO

Sabia que a hipertensão é diferente em homens e mulheres?

Pode achar estranho mas as mulheres e os homens parecem ter outra diferença chave: o mecanismo pelo qual se tornam hipertensos. Devido a estas diferenças, os anti-hipertensivos mais eficazes para ambos devem ser diferentes.

Sabia que a hipertensão é diferente em homens e mulheres?
HIPERTENSÃO

DOENÇAS E TRATAMENTOS

HIPERTENSÃO


Segundo o Dr. Mykola Mamenko, da Universidade Augusta, nos EUA, existem evidências de que, embora o sistema fundamental para o controle da pressão arterial seja o mesmo, a regulação da pressão arterial em homens e mulheres é um pouco diferente.

A hipertensão arteriall (HTA) caracteriza-se por uma pressão sanguínea excessiva na parede das artérias, acima dos valores considerados normais, que ocorre de forma crónica. Define-se hipertensão arterial quando a pressão máxima é maior ou igual a 140 mmHg (vulgo 14), ou a pressão mínima é maior ou igual a 90 mmHg (vulgo 9).

Segundo o cientista as causas da HTA são múltiplas, mas o que se pretende agora é identificar grupos mais específicos aos quais possam ser aplicados tratamentos mais direcionados e, neste caso, destaca-se o sexo - um fator que não está bem estudado nem compreendido na hipertensão.

Durante a investigação as evidências recolhidas em dois modelos geneticamente modificados para apresentar quadros semelhantes à hipertensão revelaram que, nas mulheres, é a aldosterona - uma hormona que faz com que os rins retenham mais sódio e, consequentemente, mais líquido -, que aumenta ainda mais a pressão arterial.
Nos homens hipertensos, o mais forte constritor dos vasos sanguíneos é a angiotensina II, outra hormona que regula o volume do sangue em circulação. É esta molécula mensageira que informa os rins dos homens para continuarem a reter sódio.

O Dr. Mamenko salienta que, num estado de hipertensão, as fêmeas dependem da aldosterona significativamente mais do que os machos.

O objetivo principal da equipa é continuar a explorar a grande variedade de causas específicas da pressão arterial elevada, eventualmente permitindo que os especialistas no futuro procurem no sangue dos seus pacientes biomarcadores do tipo exato da pressão arterial que possuem, para poderem optar pelo melhor ajuste entre os vários medicamentos anti-hipertensivos disponíveis.

A HTA é um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade, e um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, que na última década representaram as principais causas de mortalidade em todo o mundo.
Como doença crónica que é, necessita da terapêutica e vigilância continuada no tempo, sendo importante não esquecer que a interrupção da terapêutica, absoluta ou intermitente, pode associar-se a um agravamento da situação clínica do doente.

Fonte: Tupam Editores

OUTRAS NOTÍCIAS RELACIONADAS


ÚLTIMAS NOTÍCIAS