RUÍDO

Exposição a ruídos de tráfego aumenta risco de demência

O ruído urbano é motivo de preocupação das autoridades sanitárias em todo o mundo. Na Europa, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), um em cada cinco residentes está regularmente exposto a níveis de som (acima de 55 decibéis) durante a noite, facto que pode prejudicar significativamente a sua saúde.

Exposição a ruídos de tráfego aumenta risco de demência
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Uma investigação realizada na Dinamarca veio comprovar que as pessoas expostas a ruídos de tráfego automóvel e ferroviário apresentam um risco maior de demência, e especialmente de desenvolver a doença de Alzheimer.

O estudo analisou a associação entre a exposição residencial a ruídos de tráfego rodoviário e ferroviário e o risco de demência em dois milhões de adultos com mais de 60 anos de idade entre 2004 e 2017.

Foi possível concluir que uma exposição média de dez anos a esse tipo de ruído é suficiente para despoletar o desenvolvimento de demência. Aliás, 14,3 por cento de todos os casos de demência registados na Dinamarca em 2017 podiam atribuir-se à exposição a ruídos de tráfego. O ruído gerado por automóveis, por exemplo, aumentou em 27 por cento o risco de desenvolver a doença de Alzheimer.

Segundo os cientistas, a explicação para o desenvolvimento de demência em indivíduos submetidos a uma exposição prolongada a ruídos urbanos pode ser uma maior libertação de hormonas do stress e os distúrbios do sono, que podem causar um tipo de doença arterial coronária, alterações no sistema imunológico e inflamações, problemas que podem desencadear as fases iniciais de demência e de doença de Alzheimer.

A demência é um dos maiores problemas de saúde do mundo, estimando-se que afecte cerca de 139 milhões de pessoas em 2050. Os especialistas estão cada vez mais seguros de que os factores ambientais podem desempenhar um papel no desenvolvimento da demência.

Segundo a OMS a poluição acústica é, além de um problema ambiental, uma ameaça à saúde pública. O desafio está em conseguir reduzir o ruído.
Ainda assim, aumentar o conhecimento sobre os efeitos nocivos do ruído para a saúde é essencial para estabelecer prioridades e implementar políticas e estratégias de saúde pública eficazes centradas na prevenção e controlo de doenças, onde se inclui a demência.

Fonte: Tupam Editores

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