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Conheça os medicamentos que nunca deve misturar com álcool

A relação entre o álcool e os medicamentos pode ser perigosa, pois o consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar ou diminuir o efeito dos fármacos, alterar o seu metabolismo, ativar a produção de substâncias tóxicas que danificam os órgãos, e ainda pode contribuir para a exacerbação dos efeitos secundários do mesmo, como sonolência, dor de cabeça, ou vómitos, por exemplo.

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Trata-se de uma mistura explosiva que pode comportar riscos para a saúde, isto porque medicamentos e álcool percorrem caminhos paralelos que, quando se cruzam podem pôr em causa o efeito terapêutico da medicação.
Os medicamentos viajam pelo sangue até ao local onde vão atuar, produzindo o efeito terapêutico desejado num dado órgão ou tecido, até que sejam eliminados do organismo, mas o álcool também é transportado pelo sangue, e atua sobre o sistema nervoso antes de ser transformado pelas enzimas do organismo (metabolizado) e eliminado, principalmente através do fígado.

Por estas razões, Scott McDougall, farmacêutico e co-fundador da The Independent Pharmacy, alerta para alguns medicamentos que não devem, em circunstância alguma, ser misturados com álcool.

Um deles é o Propranolol, um medicamento usado para tratar problemas cardiovasculares, como a angina do peito, para controlar a hipertensão, a ansiedade e até aliviar enxaquecas. O álcool pode baixar a pressão arterial, pelo que misturar Propranolol e álcool não é aconselhado, por haver risco de causar uma queda súbita na pressão arterial, tonturas, náuseas e até desmaios

Existem alguns antibióticos que exigem que se elimine completamente a ingestão de álcool enquanto os toma. É o caso do Metronidazol, normalmente prescrito para tratar infeções dos dentes ou para eliminar úlceras, e o Tinidazol, utilizado igualmente no tratamento de infeções e no combate de bactérias intestinais indesejadas.
A combinação de álcool com estes dois antibióticos pode ter efeitos secundários dolorosos, incluindo dores de estômago, vómitos, afrontamentos e batimento cardíaco rápido ou irregular. Para além dos mencionados, também é necessário ter atenção à toma de álcool com Linezolid e Doxiciclina.

Ouve-se dizer regularmente que o álcool anula o efeito dos antibióticos. Embora, segundo o portal da CUF, isto não seja verdade, o álcool pode reduzir o tempo que o antibiótico permanece na corrente sanguínea em níveis adequados e competir, a nível do fígado, com a eliminação dos antibióticos, aumentando a sua toxicidade bem como a dos antibióticos e de outras substâncias.

Misturar fármacos para constipações e gripes com álcool também pode originar algumas complicações como sonolência e tonturas intensas. Já os medicamentos para a azia, úlcera duodenal ou gástrica e refluxo gastroesofágico, como por exemplo, o Zantac, quando misturados com álcool podem causar taquicardia e alterações súbitas na pressão sanguínea.

Independentemente dos medicamentos, não é indicada a ingestão de bebidas alcoólicas durante a toma. Respeite o tratamento e o tempo de prescrição do seu médico para conseguir melhores resultados e não causar prejuízos à sua saúde.

Fonte: Tupam Editores

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