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Demência: conheça os sinais de alerta de que ninguém fala

Demência é o termo utilizado para descrever os sintomas de um grupo alargado de doenças que causam um declínio progressivo no funcionamento da pessoa. É um termo abrangente que descreve a perda de memória, capacidade intelectual, raciocínio, competências sociais e alterações das reações emocionais normais.

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Apesar de a idade ser o maior fator de risco para a demência, as patologias neurodegenerativas também podem manifestar-se em pessoas mais jovens. Assim, é importante saber identificar sintomas subtis que, além da perda de memórias recentes, confusão e dificuldade em realizar tarefas diárias, podem ser sinais precoces da doença.

Um estudo realizado recentemente pelo Biobank, do Reino Unido, revelou que os problemas de visão podem ser um sinal precoce de demência. A investigação demonstrou que pessoas com degenerescência macular - uma doença degenerativa da área central da retina que conduz a uma diminuição acentuada e irreversível da visão central -, têm 25% mais probabilidade de vir a sofrer de demência.
Chegou-se ainda à conclusão que as pessoas com cataratas apresentam um risco 11% superior de demência e que quem sofre de doenças da visão relacionadas com a diabetes correm 61% mais risco face às restantes.

A perda de audição é outro dos sinais de demência, concluiu um outro estudo, conduzido por especialistas da Universidade de Oxford. Apurou-se que a probabilidade de um indivíduo com audição insuficiente desenvolver demência foi 61% maior do que aqueles que não apresentavam problemas. Os pacientes com deficiência auditiva tinham um risco 91% maior.

As mudanças de humor são outro sinal de alerta de que ninguém fala. Se deixou de achar graça a anedotas com as quais costumava delirar, se as alterações do humor e de personalidade e a irritabilidade inexplicável são uma constante no seu dia-a-dia, esteja atento porque pode ser mais um sinal precoce de demência.

As doenças gengivais também podem estar associadas à demência e a outros problemas cerebrais. Um estudo publicado no Alzheimer’s & Dementia revelou que pessoas com problemas de saúde bucal também têm níveis mais elevados de beta-amilóide, uma proteína perigosa encontrada no cérebro de pessoas que sofrem de Alzheimer.
Mas esta ligação deve-se ainda à fraca saúde em geral, e a doenças como a diabetes tipo 2, tensão arterial elevada, colesterol LDL elevado, obesidade e alcoolismo.

Tende a afastar-se cada vez mais da família e dos amigos? Ainda que a apatia e o isolamento estejam entre os sinais iniciais de demência, consulte um médico para despistar outras condições, como a menopausa, depressão, problemas de tiróide ou mesmo deficiência vitamínica, antes de assumir que é sinal da doença. Seja qual for o problema, o importante é um diagnóstico precoce para um tratamento atempado.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam 47,5 milhões de pessoas com demência no mundo, número que pode atingir os 75.6 milhões em 2030 e quase triplicar em 2050 para os 135.5 milhões.
Em Portugal, não existindo até à data um estudo epidemiológico que retrate a real situação do problema, a referência são os dados da Alzheimer Europe que apontam para mais de 193 mil e 500 pessoas com demência.

Fonte: Tupam Editores

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