PSICOLOGIA

Procura por consultas psicológicas aumentou 66%

Há cinco anos que a CAPITI apoia crianças e jovens que pertencem a famílias carenciadas, com perturbações do desenvolvimento e do comportamento, para que recebam o tratamento adequado durante o período necessário. Infelizmente, com a pandemia, a associação notou um aumento significativo da procura dos pedidos de apoio.

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De acordo com um estudo da plataforma "Fixando", publicado em fevereiro deste ano, a procura por psicólogos na primeira quinzena de janeiro cresceu 450 por cento em Portugal, quando comparado ao ano anterior, precisamente quando foi anunciado o segundo confinamento no país.

Se o impacto na saúde mental dos adultos é preocupante, o assunto toma proporções ainda mais graves quando se trata de crianças e jovens, principalmente pertencentes a famílias carenciadas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma em cada cinco crianças precisa de apoio psicológico, sendo que mais de 30 por cento dos jovens têm sintomas depressivos, 16 por cento dos jovens sofrem de ansiedade e mais de 50 por cento das doenças mentais têm início durante a adolescência.

A CAPITI, além de identificar um aumento em 66 por cento na procura dos seus serviços, conseguiu ampliar o acompanhamento regular de crianças e jovens em 33 por cento.

“A saúde mental por si só já é um tema que requer a máxima atenção, mas ao somarmos os efeitos de uma pandemia nas famílias carenciadas, que têm um rendimento mensal menor do que o salário mínimo, o impacto é muito maior. É precisamente nestas alturas que precisamos de reforçar o nosso apoio e atenção”, refere Mariana Saraiva, presidente da CAPITI.
Fundada em 2016, a associação vive de doações, tendo apoiado até ao momento um total de 264 crianças, tornando possível a realização de mais de 10 000 atos clínicos, que englobam consultas com médicos, técnicos e avaliações para diagnóstico.

Para garantir o acompanhamento destas crianças, a CAPITI realiza anualmente uma exposição e um leilão de arte solidário para angariação de fundos.

“Um tratamento na área da saúde mental não é algo pontual e o diagnostico é apenas um ponto de partida de um longo e, muitas vezes, doloroso caminho. É preciso acompanhar as crianças e as suas famílias, por um período médio de três a quatro anos. Daí a importância de organizar iniciativas como a exposição e o leilão ‘Dar Luz a Esta Causa’, para atrair novos padrinhos e angariar fundos para garantir o apoio necessário para cada criança”, acrescenta Mariana Saraiva.

"A exposição “Dar Luz a Esta Causa” estará aberta ao público no dia 7 de outubro, no Museu da Eletricidade | Sala dos Geradores, a partir das 12h00 e contará com obras doadas por artistas como José Loureiro, Miguel Branco, Rui Sanches, Gil Heitor Cortesão, Fernanda Fragateiro, Manuel João Vieira, Pedro Barateiro, entre outros.

O leilão será online, terá início já no próximo dia 27 de setembro em www.pcv.pt e o fecho será no dia 7 de outubro, pelas 22h00.

Fonte: Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Infantil

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