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FH diagnosticada tardiamente e doentes sem tratamento adequado

De acordo com dados de um estudo internacional, que conta com a colaboração do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), os doentes com Hipercolesterolemia Familiar (FH) estão a ser identificados tardiamente (entre os 40 e os 50 anos) e a grande maioria não está a receber o tratamento adequado.

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DOENÇAS E TRATAMENTOS

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As primeiras conclusões deste trabalho foram publicadas recentemente na revista The Lancet e permitem traçar o perfil da população adulta com esta doença genética e hereditária, refere o INSA no seu portal de notícias.

O estudo mostrou que entre 20 a 30 por cento das pessoas com FH, “dependendo do país”, acabam por sofrer um enfarte agudo do miocárdio em idade jovem. Assim, os investigadores responsáveis pelo estudo concluem que é necessário detetar mais precocemente a FH e melhorar o tratamento destes indivíduos com maior uso de terapia hipolipemiante intensiva, incluindo tratamento combinado (mais de um medicamento), para atingir os objetivos das recomendações sobre o tratamento do colesterol elevado e assim prevenir o aparecimento da doença cardiovascular.

Os autores do estudo, promovido pela European Atherosclerosis Society (EAS) com a colaboração de mais de 60 investigadores de 56 países, referem ainda que são menos de cinco por cento as pessoas com FH, em todo o mundo, que se encontram identificadas, pelo que é necessário adotar estratégias a nível nacional de modo a aumentar a deteção destes casos e prevenir o aparecimento precoce da doença cardiovascular.

“O screening universal de colesterol por volta dos 20 anos (e se possível antes dos 10 anos de idade) é uma das estratégias sugeridas neste trabalho. Portugal tem, desde 2013, uma recomendação no Plano Nacional de Saúde Infantil e Juvenil da Direção-Geral da Saúde para se realizar o doseamento do perfil lipídico (colesterol total, colesterol LDL, colesterol HDL e triglicéridos) em crianças, uma vez antes dos 10 aos e outra vez antes dos 20 anos”, refere o INSA.

O estudo que deu origem ao artigo “Global perspective of familial hypercholesterolaemia: a cross-sectional study from the EAS Familial Hypercholesterolaemia Studies Collaboration (FHSC)” teve por base os dados de mais de 42 mil indivíduos, incluindo dados portugueses, provenientes do registo global de Hipercolesterolemia Familiar, e que foram analisados para melhorar o conhecimento sobre a carga de doença e os desafios mundiais nos cuidados necessários a ter com estas pessoas.

Fonte: INSA

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