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COVID-19: saiba quais são os sintomas de longo prazo após infeção

Mais de 75 por cento das pessoas diagnosticadas com COVID-19 têm pelo menos um sintoma da doença seis meses depois de serem infetadas com o vírus, revelou um estudo do Centro Nacional de Medicina Respiratória da Universidade de Medicina, na China.

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Os dados mostraram que fadiga e fraqueza muscular foram os sintomas persistentes mais comuns, afetando mais de 60 por cento dos participantes do estudo.

Além disso, cerca de um em cada quatro participantes relatou dificuldades para dormir ou sintomas de ansiedade ou depressão meses depois de serem diagnosticados com o vírus.

Os cientistas explicam que, como a COVID-19 é uma doença nova, os investigadores estão agora a começar a compreender melhor alguns dos seus efeitos a longo prazo na saúde dos pacientes.

Vários estudos documentaram complicações de saúde a longo prazo após a infeção por COVID-19, mas novas investigações sugerem que esses problemas podem afetar até mesmo aqueles que sofrem de formas menos graves da doença.

O estudo monitorizou a saúde de 1 733 pacientes diagnosticados com o vírus em Wuhan, na China, onde o surto começou, entre janeiro e maio, por um período de aproximadamente seis meses.

Durante entrevistas de acompanhamento e exames físicos, 76 por cento dos participantes do estudo relataram pelo menos um sintoma contínuo de COVID-19.
Fadiga ou fraqueza muscular foi relatada por 63 por cento dos participantes, enquanto 26 por cento tiveram dificuldades para dormir e 23 por cento experimentaram sintomas de ansiedade ou depressão.

Entre os participantes que sofreram doenças mais graves de COVID-19, 56 por cento apresentaram sinais de problemas graves da função pulmonar. Aqueles com doença mais grave tiveram pior desempenho no teste de caminhada de seis minutos, que mede a distância percorrida em seis minutos, do que aqueles com doença menos grave. Treze por cento dos participantes com função renal normal quando receberam alta do hospital mostraram sinais de redução da função orgânica seis meses depois.

Em 94 participantes, exames de sangue também revelaram que eles tinham níveis 53 por cento mais baixos de anticorpos COVID-19, ou células produzidas pelo sistema imunológico humano para combater um vírus, passados seis meses, quando comparado com o auge da infeção.

De acordo com os autores do estudo, esses resultados levantam preocupações sobre a possibilidade de reinfeção por COVID-19 nesses pacientes.


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