PANDEMIA

Pandemia: ansiedade, depressão e stress pós-traumático afetam 25%

Os resultados do estudo “Saúde Mental em Tempos de Pandemia (SM-COVID19)” indicam que cerca de 25 por cento dos participantes apresenta sintomas moderados a graves de ansiedade, depressão e stress pós-traumático.

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Coordenado pelo Departamento de Promoção da Saúde e Prevenção de Doenças Não Transmissíveis do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em colaboração com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e com a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, o estudo SM-COVID19 visou avaliar o impacto da pandemia COVID-19 na saúde mental e no bem-estar da população em geral e dos profissionais de saúde, tendo em conta dimensões como ansiedade, depressão, stress pós-traumático, burnout e resiliência, entre outras.

De acordo com resultados deste trabalho, na população em geral, são sobretudo os jovens adultos e as mulheres que apresentam sintomas de ansiedade e de depressão moderada a grave.

Já de entre os profissionais de saúde e também como esperado, são sobretudo aqueles que estão a tratar doentes com COVID-19 que apresentam ansiedade moderada a grave (42 por cento), sendo que é ainda neste grupo de indivíduos que os níveis de burnout (exaustão física e emocional) são mais elevados (43 por cento).

No que diz respeito à expectativa face ao futuro após a pandemia, a maior parte dos indivíduos revela preocupação em não saber quando haverá um tratamento ou uma vacina eficaz (89 por cento) e com a possibilidade de o país entrar numa crise económica muito grave (96 por cento).

Os participantes referiram ainda preocupação com o facto de não conseguirem recuperar o rendimento que tinham antes da pandemia (75 por cento) e com o facto da sua forma de viver não voltar a ser a mesma que era antes (79 por cento). Apesar disso, mais de 40 por cento do total de respondentes ao estudo SM-COVID19 sente-se otimista em relação ao futuro.

Fonte: SNS

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