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Até 97% dos profissionais de saúde vacinados já têm imunidade

Até 97 por cento dos profissionais de saúde vacinados contra a COVID-19 no Hospital de São João, no Porto, apresentaram, 15 dias após a primeira toma, anticorpos que conduzem à imunidade contra a doença. Os dados foram avançados pelo diretor do Serviço de Patologia da unidade hospitalar, Tiago Guimarães.

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O responsável mostrou-se confiante com os resultados do estudo que está a ser feito no Hospital de São João sobre a taxa de imunidade da vacina contra a COVID-19.

“Não estamos a descrever nada que não fosse o antecipado, mas deixa-nos satisfeitos perceber que funcionou e dá confiança de que vale a pena vacinar. O processo de vacinação tem de correr o mais célere possível”, afirmou Tiago Guimarães.

Dos 2 125 médicos, enfermeiros, assistentes operacionais e técnicos de diagnóstico e terapêutica que tomaram a vacina a 27 de dezembro – data do arranque do Plano Nacional de Vacinação – foram submetidos a testes serológicos que visam estudar a imunidade da vacina cerca de quatro dezenas.

Tiago Guimarães frisou que estes testes são diferentes dos testes mais comuns, uma vez que esses mostram “genericamente os anticorpos produzidos após uma infeção”, enquanto os usados no estudo medem “a capacidade de produzir anticorpos induzidos pela vacina”.

As conclusões deste estudo chegaram depois de realizadas três colheitas – a primeira nos dias seguintes à toma da vacina, a segunda na semana seguinte e a terceira após 15 dias.   Entre “95 a 97 por cento das pessoas já produz anticorpos, pelo que se presume que tenha imunidade”.

“Praticamente todas as pessoas produziram anticorpos por efeito da vacina pelo menos após 15 dias. Na segunda colheita, dez a 15 por cento já tinham [anticorpos induzidos pela vacina]. O objetivo é ir percebendo em que tempo aparecem os anticorpos”, explicou o especialista.

O diretor do serviço de patologia clínica do Centro Hospitalar e Universitário de São João (CHUSJ) admitiu que estes resultados “estão dentro do esperado e descrito” no que diz respeito à vacina administrada, a da farmacêutica Pfizer, mas “não sendo surpreendentes”, são, frisou, “importantes”.

Fonte: Lusa

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