TRATAMENTO

Programa de hospitalização domiciliária integra já 29 hospitais

O Hospital Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) é a unidade mais recente a avançar com o programa de hospitalização domiciliária, aumentando para 29 o número de unidades com esta valência, refere o Serviço Nacional de Saúde (SNS) no seu portal de notícias.

Programa de hospitalização domiciliária integra já 29 hospitais

Até setembro, foram internados em casa 3 476 doentes para receber parte ou até a totalidade do tratamento hospitalar, de acordo com declarações do diretor do Programa Nacional de Hospitalização Domiciliária, Delfim Rodrigues, ao Jornal de Notícias.
Este número traduz um acréscimo de 800 por cento desde janeiro (até ao início de 2020, apenas 385 doentes tinham sido internados ao abrigo da hospitalização domiciliária).

Segundo o responsável, a COVID-19 contribuiu para que os hospitais “aumentassem bastante a atividade” da hospitalização domiciliária, dando assim o seu contributo na libertação de camas. Como aconteceu com o Amadora-Sintra, que lançou o serviço em plena segunda vaga da pandemia. Atualmente, o número de “camas” (equipas para tratar doentes no domicílio em simultâneo) chega às 200.

“É como se tivéssemos construído de raiz um hospital de 200 camas”, sublinha o responsável, acrescentando que a hospitalização domiciliária foi a linha de prestação de serviço que mais aumentou no SNS.

E o seu incremento está contemplado no Plano de Saúde para o Outono-Inverno 2021 para servir três objetivos: proteger doentes e famílias do contacto hospitalar; preservar os profissionais de saúde; e libertar camas hospitalares para os casos “em que sejam estritamente necessárias”, prosseguiu o médico.

Na nota explicativa do Orçamento do Estado para o próximo ano, o Ministério da Saúde anunciou pretender “a introdução desta resposta em situações do foro oncológico e pediátricas”.

Além do conforto para os doentes e da humanização do tratamento, há outros ganhos em saúde potenciados por este sistema. Os tempos médios de internamento “têm diminuído consideravelmente”, explica. Podem ser dois a três dias a menos do que um doente com o mesmo diagnóstico, idade, estatuto de saúde e comorbilidades internado no hospital, “o que é muito considerável, por exemplo, num internamento de sete dias”.

E como os doentes têm outra mobilidade, há menos perda de massa muscular, “porque nos hospitais estão sempre deitados, mesmo os que têm autonomia de vida diária”, sublinha.

O médico fala ainda numa diminuição de 24 por cento na taxa de mortalidade e de 30% nas taxas de reinternamento dos doentes mais idosos. Não se verificam infeções hospitalares e há uma maior agregação das equipas. Já a satisfação de doentes, famílias e profissionais de saúde está entre os 95 e os 100 por cento.

Fonte: SNS

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