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Campanha Ligados para Cuidar sensibiliza para cuidados paliativos

No âmbito da celebração dos 25 anos e do Mês dos Cuidados Paliativos, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) lança a campanha “Ligados para Cuidar”.

Campanha Ligados para Cuidar sensibiliza para cuidados paliativos

A iniciativa digital tem como objetivo relembrar que, apesar do trabalho e esforço desta associação, em Portugal, 70 por cento dos doentes ainda não têm acesso a cuidados paliativos e que a atual pandemia de COVID-19 tem determinado alterações drásticas no acesso aos cuidados de saúde, nomeadamente na referenciação paliativa.

Segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), a pandemia de COVID-19 abalou os sistemas de saúdes com a interrupção dos diagnósticos, tratamentos, referenciação, com as restrições aos cuidados de saúde e com a reorganização das políticas de funcionamento hospitalar.

“A pandemia lançou um desafio às nossas equipas de cuidados paliativos e a resposta possível foi o recurso às novas tecnologias, como as videochamadas, para minimizar o sofrimento do doente e das famílias, quando se viram privados das visitas e do contacto físico com os seus entes queridos. Foi com base nesta premissa que lançamos o mote da campanha “Ligados para cuidar”. Pois, queremos continuar ligados e presentes quer na vida dos nossos doentes quer no sistema de saúde perante uma situação tão grave de saúde pública”, explica Duarte Soares, presidente da APCP.

O equilíbrio entre o esforço para controlar a transmissão do vírus e o esforço por manter cuidadas as pessoas em situação de doença crónica e com necessidades paliativas tem se apresentado como um desafio quase impossível. Se antes de um contexto pandémico as respostas em cuidados paliativos eram exíguas, agora essa falha tornou-se ainda mais evidente.

“A possibilidade do aumento de doentes COVID-19 também faz prever o aumento de doentes com necessidade de apoio de equipas de cuidados paliativos (por exemplo, na gestão de sintomas, expectativas, comunicação sobre prognóstico com doente e família), quer na prestação direta de cuidados quer na assessoria a equipas clínicas que atendem diretamente estes doentes”, refere o responsável.

“É evidente a necessidade de se adequar e planear atempadamente cuidados e decisões clínicas face a utentes que estejam em situação de fragilidade e de grande dependência. Além da proteção contra o coronavírus, é urgente, e constitui um dever moral e ético de todos, olhar para as pessoas mais velhas, frágeis, doentes, para as pessoas com doença crónica e garantir cuidados de saúde adequados e em tempo útil”, acrescenta.

A campanha “Ligados para Cuidar”, para além da mensagem de política de saúde, pretende prestar uma homenagem a todos os profissionais de saúde que dedicaram o seu tempo e o seu saber em prol do desenvolvimento destes cuidados em Portugal.

A imagem da campanha é composta por presidentes e ex-presidentes, por sócios honorários e pela família Levy, que de forma altruísta permitiu e permite a formação de vários profissionais em cuidados paliativos, através das Bolsas Isabel Levy.

Fonte: Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP)

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