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COVID-19: cientistas questionam eficácia de vacina russa

No dia 11 de agosto, o presidente russo, Vladimir Putin, anunciou o registo da primeira vacina contra a COVID-19 a nível mundial. Segundo um artigo publicado na revista The Lancet no início de setembro, a vacina russa, denominada por Sputnik V, levou os voluntários a desenvolverem anticorpos contra o SARS-CoV-2. Agora, um grupo internacional de cientistas, em carta aberta, questionou os estudos russos que analisaram a vacina.

COVID-19: cientistas questionam eficácia de vacina russa

Um grupo de 29 cientistas, na sua maioria europeus, liderado pelo professor de biologia da Universidade Temple, Enrico Bucci, disse, numa carta aberta, que observou vários casos de aparente duplicação em relatórios de resposta de anticorpos da vacina Sputnik V em voluntários humanos.

Segundo os especialistas, todos os nove voluntários expostos a uma formulação da vacina pareciam ter títulos de anticorpos idênticos em 21 e 28 dias.

O mesmo foi observado em sete dos nove voluntários que receberam outra formulação. Além disso, os cientistas disseram que observaram valores duplicados para diferentes grupos de pacientes.

“Com base em avaliações probabilísticas simples, o facto de observar tantos pontos de dados preservados entre diferentes testes é altamente improvável”, alertam na carta.
Na carta, os cientistas também expressaram preocupação com a falta de dados originais apresentados pelos cientistas russos no artigo publicado na revista The Lancet.

Em entrevista ao The Moscow Times, Bucci explicou que entre os diferentes grupos de pacientes a testar formulações diferentes, os resultados obtidos foram os mesmos, o que é altamente improvável de se observar.

“É como se se atirasse um dado ao ar e obtivesse exatamente a mesma sequência de números várias vezes: é altamente improvável”, conclui.

Fonte: Boa Saúde

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