IDOSO

CHUC: consulta de fragilidade distinguida por prevenir fraturas

A Consulta de Fraturas de Fragilidade do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), criada há dois anos pelo Serviço de Reumatologia para prevenir refraturas nos idosos, foi recentemente distinguida pela Fundação Internacional da Osteoporose.

CHUC: consulta de fragilidade distinguida por prevenir fraturas

De momento, a Consulta de Fraturas de Fragilidade identifica apenas doentes que tiveram fraturas ao nível do colo do fémur e ficam internados no serviço de ortopedia do CHUC, mas o objetivo é alargar o âmbito a outras fraturas a partir de 2021.

Segundo explicaram a enfermeira Andrea Marques e a médica reumatologista Mariana Santiago, responsáveis pela consulta, em declarações à agência Lusa, “trata-se de uma cooperação entre o serviço da ortopedia e medicina clínica de reabilitação e a reumatologia, em que o serviço de reumatologia procura ativamente identificar doentes com fraturas já ocorridas e os convoca e seleciona para uma avaliação de seu risco em novas fraturas e para implementação de tratamento”.

“Este serviço vem dar uma resposta a uma carência que foi identificada em Portugal. A taxa de tratamento farmacológico nestes doentes, com dados que levantámos a nível nacional, era de cerca de 14 por cento”, sublinham as profissionais de saúde.

No futuro, “o que se pretende com este tipo de serviço, que foi agora acreditado, é que, pelo menos, se chegue a taxas de 80/90 por cento em termos de tratamento farmacológico e não farmacológico”.

Após a recuperação, em casa ou numa unidade de cuidados continuados, os doentes são sujeitos a uma avaliação presencial e os que estiverem em risco de refraturas são acompanhados durante um período de cinco anos, através de contactos telefónicos pela enfermeira para avaliar, em primeiro lugar, a adesão à terapêutica ou alguma dificuldade que tenha ocorrido.

Durante o processo, a Consulta de Fraturas de Fragilidade vai relembrando os idosos para manterem a medicação prescrita, e promove um acompanhamento de proximidade e personalizado e a interligação entre cuidados de saúde do doente com a família e com outros profissionais que estão envolvidos no seu cuidado.

Segundo as responsáveis, em Portugal ocorrem anualmente cerca de 12 mil fraturas do colo do fémur, que vão provocar a morte a aproximadamente 1 500 pessoas.

“Tratar uma fratura da anca custa a todos nós cerca de 12 mil euros por ano. Se conseguirmos prevenir isso ou o surgimento de novas fraturas, que é o essencial, estamos, acima de tudo, a providenciar qualidade de vida”, sublinham.

A partir de setembro de 2020, o serviço de reumatologia do CHUC inicia também um projeto de prevenção de osteoporose, fraturas de fragilidade e quedas, em colaboração com os Agrupamentos de Centros de Saúde do Baixo Mondego, Pinhal Litoral e Pinhal Interior, com o apoio da Administração Regional de Saúde do Centro.

Em oito unidades de saúde piloto, os enfermeiros e médicos de família vão efetuar o rastreio da osteoporose a todas as pessoas com mais de 50 anos para avaliar o seu risco de fratura.

Fonte: SNS

OUTRAS NOTÍCIAS RELACIONADAS


ÚLTIMAS NOTÍCIAS