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Pais temem que crianças sejam infetadas com COVID-19 na escola

Durante a pandemia do novo coronavírus, SARS-CoV-2, muitas escolas interromperam as aulas presenciais ou adotaram o sistema on-line para não cessar por completo as atividades.

Pais temem que crianças sejam infetadas com COVID-19 na escola

Com o ritmo de contaminação a diminuir em alguns países, as autoridades estudam a possibilidade de reabrir as escolas. Contudo, muitos pais temem que os seus filhos se contaminem na escola e transmitam o vírus para membros mais vulneráveis da família.

De acordo com uma pesquisa divulgada pelo Nationwide Childrens Hospital, nos Estados Unidos, mais de 40 por cento dos pais temem que o retorno das aulas presenciais promova a contaminação dos seus filhos e, consequentemente, de outros membros da família.

Pouco menos de 40 por cento temem que os seus filhos sejam afetados a nível social e académico se o ensino on-line continuar a ser a norma quando o ano letivo começar.

Os cientistas analisaram cerca de 700 pais com crianças no pré-escolar e jovens até ao 12.º ano de escolaridade nos Estados Unidos, entre 18 e 22 de junho, para analisar as suas preocupações.

No geral, 90 por cento dos pais disseram ter “preocupações”, enquanto quase metade disse que havia muitas “incógnitas”, como se as crianças precisarão usar máscaras.
Quarenta e quatro por cento dos pais temem que os seus filhos se infetem com a COVID-19 na escola e transmitam o vírus para os membros da família quando chegarem a casa, e 37 por cento disseram que temem que os seus filhos sejam expostos a germes na escola.

Entre os pais que responderam à pesquisa, 38 por cento questionaram-se se os seus filhos ficariam prejudicados a nível escolar se o ensino on-line continuar e 36 por cento expressaram preocupações sobre os desafios associados ao ensino on-line, descrevendo-o como um “ambiente de aprendizagem difícil”.

Além disso, 36 por cento disseram estar preocupados com o “bem-estar emocional” dos seus filhos caso as escolas continuem fechadas, sugerindo que eles podem ter “problemas de relações sociais” se as aulas forem realizadas on-line. Apenas cinco por cento dos pais disseram não ter preocupações com o retorno das aulas presenciais.

Os resultados mostram que, além de adotar precauções para impedir a disseminação da COVID-19, também é importante ter como foco as implicações relacionadas com as medidas direcionadas para a comunidade escolar para a saúde mental de estudantes e familiares.

Os autores do estudo esperam que esses dados sejam usados para moldar programas clínicos projetados para ajudar pais e filhos a lidar com alterações ao nível escolar que ocorra durante a pandemia.


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