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Carvão pode ser aliado no combate a doenças causadas por superóxidos

Cientistas da Universidade de Rice, nos Estados Unidos, descobriram que as enzimas artificiais feitas de carvão tratado podem reduzir níveis prejudiciais de superóxidos. O estudo foi publicado na revista ACS Applied Nano Materials.

Carvão pode ser aliado no combate a doenças causadas por superóxidos

 
As nanozimas de carvão criadas no estudo mostraram ser antioxidantes altamente eficazes que quebram espécies reativas nocivas de oxigénio (RNO) produzidas em abundância em resposta a uma lesão ou AVC.
Os cientistas sintetizaram e testaram o carvão biocompatível altamente solúvel, um superóxido dismutase e verificaram que os superóxidos dismutase destroem as RNO em oxigénio molecular comum e peróxido de hidrogénio. 
 
As nanopartículas de carvão oxidado são antioxidantes eficazes e podem ser fabricadas a partir de uma fonte barata de carvão ativado.
 
As nanozimas em forma de disco são preparadas a partir de carvão vegetal em pó oxidado por tratamento com ácido nítrico altamente concentrado. As nanozimas estão repletas de grupos funcionais contendo oxigénio que destroem superóxidos em solução.
 
Os investigadores explicam que as nanozimas são capazes de passar através das membranas das mitocôndrias celulares para extinguir uma importante fonte de radicais livres sem matar as próprias células, o que é importante para que estes trabalhem de forma eficaz em traumatismos cerebrais e AVC.
 
Os autores do estudo acreditam que vale a pena estudar a aplicação das suas nanozimas para tratar as tempestades de citocinas, uma resposta excessiva do sistema imunitário a infeções, suspeitas de contribuir para danos de tecidos e órgãos em doentes com COVID-19.

Fonte: Technology

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