IMPLANTE

Revestimento inovador reduz complicações ligadas a implantes

Um estudo publicado no International Journal of Molecular Sciences revela que investigadores da Universidade Martin Luther Halle-Wittenberg, na Alemanha, desenvolveram um método de aplicação de substâncias anti-inflamatórias nos implantes para reduzirem complicações.

Revestimento inovador reduz complicações ligadas a implantes

 
Depois de se colocar implantes como pacemakers ou bombas de insulina, é comum que surjam complicações, visto que o sistema imunitário identifica o implante como um corpo estranho e tenta removê-lo.
 
O sistema imunitário atrai várias células que tentam isolar ou remover estes corpos, sendo que estas incluem macrófagos, e outros tipos de glóbulos brancos e células do tecido conjuntivo.
 
Os implantes podem ficar encapsulados por tecido conjuntivo, o que pode ser muito doloroso para as pessoas afetadas, para além de os implantes perderem a funcionalidade. Os medicamentos que suprimem a resposta imunitária de forma sistémica são frequentemente utilizados para tratar a inflamação crónica, mas podem ter efeitos secundários indesejáveis.
 
O estudo desenvolveu um novo revestimento para implantes que contém substâncias anti-inflamatórias utilizando duas substâncias, a heparina e o ácido hialurónico.
 
Os cientistas trataram uma superfície com as duas substâncias aplicando uma camada que tinha apenas alguns nanómetros de espessura. A camada era tão fina que não afetava o funcionamento do implante, no entanto, tinha de conter uma substância ativa suficiente para controlar a reação do sistema imunitário até que a reação inflamatória diminuísse.
 
Verificou-se que as substâncias foram absorvidas pelos macrófagos, reduzindo assim a inflamação nas culturas celulares. As células não tratadas mostraram sinais claros de uma reação inflamatória pronunciada porque as substâncias ativas no interior dos macrófagos interferem com uma via de sinalização específica que é crucial para a resposta imunitária e a morte celular.
 
Tanto a heparina como o ácido hialurónico impedem a libertação de mensagens de certas substâncias pró-inflamatórias, sendo que a heparina é ainda mais eficaz porque pode ser absorvida pelas células dos macrófagos, afirmaram os autores do estudo.

Fonte: Eurekalert

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