CÉREBRO

Descobertas células cerebrais que aumentam o apetite

Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences revela que investigadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, descobriram que umas células cerebrais específicas, denominadas por tanicitos, aumentam o apetite quando estimuladas.

Descobertas células cerebrais que aumentam o apetite

 
Os tanicitos são células do cérebro que comunicam ao cérebro os alimentos que comemos e detetam nutrientes. Estas são células da glia e fornecem sinais aos neurónios no cérebro para ativar o apetite.
 
Os tanicitos aumentam o apetite através da resposta aos aminoácidos encontrados nos alimentos, através dos mesmos recetores que sentem o sabor dos aminoácidos, que se encontram nas papilas gustativas da língua.

Ao conseguir que os tanicitos expressassem seletivamente um canal iónico sensível à luz, os investigadores conseguiram ativá-los e mostrar que isso faz com que os neurónios próximos se tornem ativos.
 
Ao observarem a identidade dos neurónios ativados, os autores do estudo descobriram que os tanicitos podiam atuar por duas vias diferentes envolvidas no controlo da alimentação.
 
Uma via está associada a uma maior necessidade de alimentação, enquanto a outra via está associada a uma menor necessidade de alimentação e a um maior gasto de energia. Deste modo, não seria claro qual destes dois percursos opostos seria o mais predominante.
 
Ao estudar como a estimulação dos tanicitos altera o comportamento alimentar, os investigadores mostraram que esta resultou num aumento a curto prazo do consumo alimentar, ou seja, a vontade de comer mais ultrapassou a vontade de comer menos e gastar mais energia.
 
Estas células podem ser novos alvos para ajudar a aumentar ou a reduzir o consumo de alimentos em novas terapêuticas, consideram os investigadores.


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