PANDEMIA

INSA estuda presença de anticorpos contra COVID-19

O Inquérito Serológico Nacional COVID-19 (ISN COVID-19), promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), em colaboração com a Associação Nacional de Laboratórios Clínicos e com vários hospitais do Serviço Nacional de Saúde, pretende avaliar a presença de anticorpos contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) responsável pela COVID-19 na população residente em Portugal e monitorizar a sua evolução ao longo tempo.

INSA estuda presença de anticorpos contra COVID-19

Desenvolvido pelos departamentos de Epidemiologia e de Doenças Infeciosas do INSA, o Inquérito Serológico Nacional COVID-19, constituído por cinco estudos epidemiológicos, irá permitir conhecer a prevalência de anticorpos anti-SARS-CoV-2 de modo a determinar a extensão da infeção na população residente em Portugal, assim como determinar e comparar a seroprevalência de anticorpos em grupos etários específicos. O estudo pretende ainda estimar a fração de infeções subclínicas e assintomáticas e monitorizar a evolução e distribuição de anticorpos ao longo do tempo.

Para a concretização do primeiro estudo, serão selecionados 1720 indivíduos com dez ou mais anos de idade e 352 crianças até aos nove anos de idade que recorram, durante as próximas três semanas, a um dos cerca de 100 laboratórios ou hospitais parceiros para a realização de análises laboratoriais de rotina.

Além de autorizar a colheita adicional de uma pequena quantidade de sangue a ser analisada no INSA, a participação neste inquérito prevê ainda o preenchimento de um breve questionário para recolha de dados clínicos e epidemiológicos.

Os resultados deste primeiro estudo, que se constitui também como o estudo piloto deste inquérito serológico, vão ser conhecidos ainda durante o mês de julho.

Os estudos transversais subsequentes realizam-se cerca de cinco meses após o primeiro estudo e posteriormente de três em três meses até um ano (total de quatro estudos), podendo estes trabalhos de investigação ser ajustados de acordo com o curso da epidemia de modo a responder às necessidades de informação de cada momento.

A informação e as amostras recolhidas no âmbito do ISN COVID-19 serão codificadas no momento da recolha de modo a que os dados partilhados e divulgados não permitam a identificação individual do participante. A participação no inquérito não terá qualquer custo para os participantes, que poderão ter acesso aos seus resultados caso assim o entendam.

Todas as amostras vão ser processadas no Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios do INSA, onde são determinados os níveis de anticorpos contra o SARS-CoV-2 por análise laboratorial utilizando uma metodologia validada para este fim.

Fonte: SNS

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