DEPRESSÃO

Idosos negros e hispânicos com maior risco de depressão grave

Um estudo publicado no JAMA Network Open revela que, entre os idosos norte-americanos, os negros e os hispânicos têm maior tendência a sofrer com depressão mais grave e são menos propensos a serem tratados.

Idosos negros e hispânicos com maior risco de depressão grave

Os negros norte-americanos tiveram um nível de depressão dez por cento maior em comparação com os brancos, enquanto os latino-americanos tiveram um nível 23 por cento maior de depressão, com base numa avaliação de transtorno de saúde mental comumente usada.

Adultos negros ou hispânicos eram duas vezes mais propensos que os adultos brancos a experimentar anedonia (incapacidade de sentir prazer) e tristeza, dois sintomas marcantes da depressão. Eles também eram duas vezes mais propensos a registar sintomas psicomotores da depressão, como agitação ou movimentos definidos que não têm serventia prática.

O estudo é um dos maiores até agora realizados a abordar diferenças raciais nos sintomas e na gravidade da depressão, e o seu tratamento. O National Institute of Mental Health estima que mais de 17 milhões de adultos sofram com depressão nos Estados Unidos.

Os cientistas fizeram uma revisão de dados de 25 503 idosos, com idade média de 67 anos, que participaram do estudo ‘Vitamin D and Omega-3 Trial (VITAL)’, um estudo sobre prevenção de cancro e doenças cardiovasculares realizado entre novembro de 2011 e dezembro de 2017. Sintomas depressivos entre os pacientes também foram avaliados pelo Patient Health Questionnaire – Version 8.

A população do estudo incluiu 12 888 mulheres, 17 828 participantes brancos não-hispânicos, 5 004 participantes negros, 1 001 participantes hispânicos, 377 participantes asiáticos e 1 293 participantes categorizados em outros grupos raciais múltiplos ou não especificados.

Além dos níveis mais altos de severidade da depressão encontrados entre os participantes das minorias, os investigadores observaram que os adultos hispânicos eram mais de 20 por cento mais propensos a terem problemas de sono relacionados com a depressão do que os brancos.

E entre aqueles com depressão clinicamente significativa, os participantes negros eram 61 por cento menos propensos a relatar aconselhamento, medicação ou qualquer forma de tratamento do que os participantes brancos.

Os autores do estudo explicam que estes dados são importantes porque os idosos com depressão parecem ter maior risco de desenvolver problemas de saúde graves, especialmente os negros.

Fonte: Boa Saúde

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