DIETA

Faltam evidências para afirmar que dieta vegan promove longevidade

Apesar de vários estudos já realizados e que avaliaram a associação entre dietas à base de vegetais e a longevidade terem produzido resultados pouco claros, especialistas de vários países continuam a afirmar que uma dieta vegan pode contribuir para aumentar a esperança de vida das pessoas.

Faltam evidências para afirmar que dieta vegan promove longevidade

Por exemplo, um estudo realizado em pessoas vegan e vegetarianas, provenientes do Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos e Japão, sugere que estas pessoas têm um risco nove por cento menor de morte por todas as causas, em comparação com pessoas omnívoras.

Um outro estudo, que examinou indivíduos ligados à religião adventista, cuja dieta é tipicamente baseada em vegetais, rica em alimentos integrais e sem álcool e cafeína - embora alguns possam incorporar pequenas quantidades de ovos, laticínios ou carne – sugeriu que estes indivíduos tinham um risco 12 por cento menor de morte, em comparação com pessoas que comem carne.

Verificou-se também que os indivíduos que seguiam um regime alimentar vegan tiveram um risco 15 por cento menor de morrer prematuramente por todas as causas, indicando que uma dieta vegan pode, de facto, ajudar as pessoas a viver mais do que aquelas que aderem a padrões alimentares vegetarianos ou omnívoros.

No entanto, outros estudos que avaliaram vegetarianos, realizados no Reino Unido e na Austrália, relatam que as pessoas vegetarianas não têm mais probabilidade de viver mais tempo do que as pessoas não vegetarianas; ou seja, não existe um vínculo definitivo entre ser-se vegan ou vegetariano e ter uma maior expetativa de vida.

Além disso, a maioria dos estudos agrupa vegetarianos e vegans, dificultando a determinação dos efeitos exatos de cada dieta na expetativa de vida de uma pessoa. Ou seja, são necessárias mais pesquisas apenas sobre dietas vegans antes que conclusões exatas possam ser feitas.

Fonte: Healthline

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