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Perda do olfato associada a casos mais leves de COVID-19

Nas últimas semanas, cientistas de vários países têm identificado novos sintomas que podem estar relacionados com a infeção pelo novo coronavírus que vão além dos sintomas respiratórios já conhecidos. Um desses sintomas é a perda do olfato.

Perda do olfato associada a casos mais leves de COVID-19

De acordo com investigadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é mais provável que pacientes com casos mais leves a moderados de COVID-19 percam o olfato do que pacientes graves.

Os cientistas incluíram 169 pacientes que testaram positivo para a COVID-19. Dados sobre paladar e olfato foram obtidos para 128 dos pacientes, 26 dos quais foram hospitalizados. Estes últimos tinham muito menos probabilidade de experimentar perda do olfato (anosmia) do que aqueles que não foram hospitalizados, cerca de 27 versus 67 por cento, e taxas semelhantes foram observadas para perda de paladar.

De acordo com o estudo, os pacientes que relataram perda do olfato tiveram uma probabilidade dez vezes menor de serem hospitalizados com COVID-19 em comparação com aqueles sem perda do olfato.

Além disso, a anosmia não foi associada a nenhuma outra medida relacionada com a decisão de admitir, sugerindo que é realmente um fator independente e pode servir como um marcador para manifestações mais leves da COVID-19.

Os resultados sugerem que, se o coronavírus estiver concentrado num primeiro momento no nariz e nas vias aéreas superiores, o sistema imunológico terá a oportunidade de atacar o vírus e prevenir doenças mais graves que afetam outras áreas do corpo.

Dessa forma, a perda do olfato pode ser uma indicação de uma forte resposta imune do organismo contra o coronavírus. Além disso, a perda do olfato pode ser um preditor de que uma infeção por SARS-CoV-2 não será tão grave e menos provável de exigir hospitalização.

Se uma pessoa infetada perde esse sentido, parece ser mais provável que tenha sintomas mais leves, exceto quando já existem outros fatores de risco subjacentes, indica o estudo.

Essas informações podem fornecer aos profissionais de saúde uma indicação precoce de quais pacientes podem necessitar de hospitalização, disseram os autores.

Fonte: Boa Saúde

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