CIRURGIA

Cirurgias prioritárias e muito prioritárias vão realizar-se

Para além das cirurgias “prioritárias e muito prioritárias”, nomeadamente as oncológicas, continuarem a ter resposta no Serviço Nacional de Saúde (SNS), os vales cirúrgicos emitidos para o setor privado vão continuar a ser utilizados. A garantia foi dada pela ministra da Saúde, Marta Temido.

Cirurgias prioritárias e muito prioritárias vão realizar-se

Questionada sobre relatos de adiamento de cirurgias urgentes, nomeadamente na área da oncologia, Marta Temido relembrou o despacho que fez a 16 de março sobre a remarcação de cirurgias, mas apenas para casos não urgentes, devido à pandemia da COVID-19.

“Em 16 de março, foi determinado que as intervenções cirúrgicas que não fossem consideradas clinicamente urgentes e muito urgentes poderiam ser, em função da avaliação da instituição, da direção clínica, e naturalmente da decisão clínica para cada doente, remarcadas e adiadas para uma data posterior”, disse a governante.

Marta Temido afirmou que esta orientação procurou “precaver que a capacidade de resposta do SNS ficaria preservada para os casos mais urgentes”, continuando a ter resposta no SNS as situações de doentes “prioritários e muitos prioritários”.

“É muito importante referir que os vales cirúrgicos emitidos para o setor privado, para setor convencionado, não foram suspensos. Aquilo que é a resposta que o setor com o qual o SNS se articula está preservada, desde que essas instituições permaneçam a funcionar na medida em que são tendencialmente instituições menos afetados pela COVID-19”, frisou.

Marta Temido acrescentou que esta situação é idêntica para os meios complementares de diagnósticos e de terapêutica.

“No mesmo despacho, também é dada uma orientação para que os meios complementares de diagnóstico e de terapêutica, que não correspondem a situações urgentes, possam ser remarcados”, disse, frisando que abrange as situações de eventual rastreio.

Segundo a ministra, a fragilidade e a pressão que está neste momento no sistema de saúde pode constituir uma oportunidade de risco que se quer de toda a forma evitar.

“Naturalmente que as situações que clinicamente e, por isso contamos com o juízo institucional das direções clínicas e de serviço e, em última instância do próprio médico assistência, forem consideradas como situações que tem de ter seguimento e são seguidas, designadamente aquilo que é a atividade da área oncológica que seja considerada prioritária e muito prioritária”, disse.

Fonte: SNS

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