COLESTEROL

Ácido bempedóico aprovado como tratamento oral para colesterol

A Comissão Europeia (CE) aprovou a utilização do ácido bempedóico e a sua combinação fixa com ezetimiba para o tratamento de adultos com hipercolesterolemia primária ou dislipidemia mista.

Ácido bempedóico aprovado como tratamento oral para colesterol

O ácido bempedóico tem um mecanismo de ação único complementar às estatinas e outras terapêuticas antidislipidémicas, permitindo uma redução adicional do c-LDL sobre as outras terapêuticas antidislipidémicas, quando comparado com placebo.

As duas aprovações foram suportadas pelos resultados do programa de estudos CLEAR, realizado com mais de quatro mil doentes com risco cardiovascular elevado ou muito elevado.

“As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte na Europa, matando mais de quatro milhões de pessoas todos os anos. O c-LDL elevado é uma das principais causas dos ataques cardíacos, AVC e outros eventos que podem conduzir à morte”, afirmou Alberico L. Catapano, presidente da Task Force das recomendações ESC/EASe, professor de Farmacologia no Departamento de Ciências Farmacológicas e Biomoleculares na Universidade de Milão, na Itália.

“As recomendações da ESC/EAS indicam a redução consistente do c-LDL de forma a minimizar o risco cardiovascular. A aprovação do ácido bempedóico e a sua combinação fixa com ezetimiba oferece uma nova e importante opção de tratamento que pode ser associada a outras terapêuticas antidislipidémicas para ajudar a reduzir o c-LDL nas pessoas com maior risco de ocorrência de ataque cardíaco ou AVC”, acrescenta.

O ácido bempedóico é um tratamento novo, de primeira linha, económico, que reduz o colesterol e que pode ser combinado com outros tratamentos para uma maior otimização destes valores. Permite uma redução adicional do c-LDL até 28 por cento em relação a outras terapêuticas antidislipidémicas (corrigido por placebo), sendo um inibidor da adenosina trifosfato citrato liase (ACL), uma enzima que é responsável pela produção de colesterol no fígado.

O comprimido de uma associação fixa de ácido bempedóico e ezetimiba que combina duas formas complementares de redução dos níveis de colesterol de uma forma conveniente, tomado uma vez ao dia, potencia a adesão ao tratamento pelos doentes também pela diminuição do número de comprimidos a tomar.

O ácido bempedóico inibe a produção de colesterol no fígado enquanto a ezetimiba reduz a absorção do colesterol dietético no intestino.

Num ensaio clínico de fase 3, quando comparado com placebo, esta substância ativa permitiu uma redução de 38 por cento do c-LDL em doentes de alto risco que já tomavam a dose máxima tolerada de estatinas.

A análise de segurança, envolvendo mais de 3600 doentes, confirmou que o ácido bempedóico é bem tolerado e, no geral, as taxas de eventos adversos foram similares às do grupo placebo.

Devido ao seu novo mecanismo de ação, o ácido bempedóico não é ativado no sistema músculo-esquelético o que diminui potencialmente a ocorrência de eventos adversos relacionados com o tecido muscular.

Até à data, verifica-se que 80 por cento dos doentes não atingem os valores de c-LDL definidos pelas recomendações ESC/EAS mesmo sob terapêuticas, tais como as estatinas, e consequentemente têm um risco acrescido da ocorrência de um ataque cardíaco ou AVC.

Fonte: Comissão Europeia (CE)

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