PANDEMIA

COVID-19: APCP disponível para colaborar com entidades de saúde

A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) enviou uma mensagem de encorajamento e de esperança a todos os profissionais de saúde, independentemente do contexto onde se encontrem.

COVID-19: APCP disponível para colaborar com entidades de saúde

“São verdadeiros heróis nesta pandemia e confiamos de forma absoluta na sua capacidade de desempenho, mesmo nestas difíceis circunstâncias”, refere um comunicado enviado pela APCP.

Nesta época de rápidas mudanças, que afetam com maior expressão o Serviço Nacional de Saúde (SNS), é importante assegurar que os profissionais de saúde estejam devidamente protegidos e se encontrem onde são mais necessários.

Importa ainda realçar que os Cuidados Paliativos são uma componente essencial desta “linha da frente”, face ao sofrimento causado a tantos doentes e famílias, destaca a entidade.

Entre as mais diversas intervenções, os Cuidados Paliativos podem marcar a diferença na abordagem aos sintomas físicos, como a falta de ar; na prevenção e redução dos problemas clínicos, como, por exemplo, em contexto comunitário ou Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas – onde as equipas comunitárias de suporte em Cuidados Paliativos são tão importantes.

Podem ajudar também a que as pessoas mais vulneráveis não recorram aos serviços de urgência e a internamentos evitáveis. Podem ajudar as famílias a lidar com várias situações de sofrimento decorrente da exposição à doença grave e à terminalidade.

“Sabemos que o luto nestas circunstâncias será um período difícil, que deve ser devidamente apoiado, e isso também faz parte das nossas competências”, refere.

Duarte Soares, médico e presidente da APCP, “encoraja os profissionais de Cuidados Paliativos a serem proativos, mostrando-se como um pilar fundamental das nossas instituições de saúde e da comunidade. Reiteramos hoje – como no passado – que a prestação de Cuidados Paliativos é um direito humano elementar, sobretudo em situações de crise humanitária como a que vivemos”.
“Entendemos também que os profissionais de Cuidados Paliativos devem colaborar nas decisões éticas difíceis, apoiando os profissionais de medicina de urgência ou cuidados intensivos”, reforça Duarte Soares.

Com esta mensagem, a APCP pretende renovar a total disponibilidade de trabalhar junto das entidades públicas, do sector social e privado, para apoiar os serviços de “agudos”, abordando as necessidades paliativas de uma forma mais alargada, particularmente na transição para os cuidados de fim de vida.

“Colaboraremos decisivamente para promover o apoio psicológico, emocional e social a doentes, melhorando o bem-estar de famílias, cuidadores e profissionais durante e após esta pandemia”, afirma Duarte Soares.

“Existem fortes motivos para confiar nos profissionais de Cuidados Paliativos no país, agora e no futuro. Não deixaremos ninguém para trás”, conclui o médico e presidente da APCP.

Fonte: Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP)

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