VACINA

COVID-19: biofarmacêutica no Québec anuncia potencial vacina

Segundo a empresa – a Medicago –, foi desenvolvida com sucesso uma Partícula Semelhante ao Vírus (em inglês Virus-Like Particle – VLP) do coronavírus, apenas 20 dias após a obtenção do gene do SARS-CoV-2 (vírus que causa a doença COVID-19).

COVID-19: biofarmacêutica no Québec anuncia potencial vacina

A produção da VLP é o primeiro passo no desenvolvimento de uma vacina para o COVID-19, que agora passará por testes pré-clínicos de segurança e eficácia. Uma vez concluídos, a Medicago espera discutir os seus resultados com as respetivas agências de saúde e iniciar os testes da vacina em humanos no verão de 2020.

Este trabalho de investigação tem por base a planta do tabaco, um aspeto, mas não o único, que torna este estudo inovador.

“A produção tradicional de vacinas requer, geralmente, ovos. Os fabricantes de vacinas injetam o vírus nos ovos, onde o mesmo se propaga. Mas usar ovos é caro, leva muito tempo, está longe de ser perfeito e eventuais mutações podem produzir vacinas que não correspondem ao vírus que se pretende combater”, afirma Bruce Clark, CEO da Medicago.

Por outro lado, a investigação da Medicago não funciona com um vírus vivo. Em vez disso, utiliza plantas, uma abordagem relativamente nova que teve muitos avanços na última década.

A sequência genética é inserida na agrobactéria, uma bactéria do solo, absorvida pelas plantas – neste caso, uma planta próxima do tabaco.

A planta começa a produzir a proteína que pode ser usada como vacina. Se o vírus começar a sofrer mutações, como é esperado para o COVID-19, a produção poderá ser atualizada usando novas plantas.

“Essa é a diferença entre nós e os métodos baseados em ovos, vamos diretamente à produção da vacina ou do anticorpo sem ter de propagar o vírus”, diz o CEO da Medicago.

O primeiro produto da Medicago, uma vacina contra a gripe sazonal [Partícula Semelhante a Vírus Quadrivalente Recombinante (QVLP)], está atualmente em avaliação pela ‘Health Canada’.

Vacinas contra a gripe pandémica, rotavírus e norovírus estão também atualmente a ser testadas em ensaios pré-clínicos e clínicos de Fase II. A Medicago também está a desenvolver anticorpos contra o hMPV, RSV e opioides.

A Medicago, empresa participada pela Philip Morris International, faz parte do novo caminho traçado pela empresa de tabacos, assente em grandes investimentos em ciência, tecnologia e inovação.

Fonte: Medicago

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