CANCRO

Cancro colorretal afeta pessoas cada vez mais novas

Um estudo da Sociedade Americana do Cancro publicado no A Cancer Journal for Clinicians revela que a incidência do cancro colorretal está a crescer entre pessoas mais jovens e a diminuir entre as mais velhas.

Cancro colorretal afeta pessoas cada vez mais novas

 
De acordo com as Estatísticas do Cancro Colorretal 2020 norte-americanas, a média de idades de diagnóstico baixou dos 72 anos nos anos 80 para os 66 anos entre 2015 e 2016. Por outras palavras, metade dos diagnósticos acontece em pessoas com menos de 66 anos.
 
O cancro colorretal é o terceiro tipo de cancro mais diagnosticado e o terceiro mais mortífero entre homens e mulheres americanos.
 
Os dados apontam para que no início dos anos 2000 tenha havido um declínio de incidência deste cancro em pessoas com 50 ou mais anos de idade, maioritariamente devido aos rastreios por colonoscopia.
 
Nos anos mais recentes, este declínio tem-se acentuado nas pessoas com 65 anos ou mais, com uma redução de 3,3 por cento, entre 2011 e 2016. Apesar do declínio no início dos anos 2000, as pessoas entre os 50 e os 64 viram a incidência aumentar um por cento ao ano entre 2011 e 2016.
 
As pessoas com menos de 50 anos, além de terem uma maior incidência de cancro colorretal, viram ainda a ocorrência de tumores no colón distal e proximal e no reto aumentar 1,8 por cento ao ano entre 2011 e 2016.
 
Estima-se que, em 2020, existam cerca de 18 mil casos de cancro colorretal nos Estados Unidos diagnosticados em pessoas com menos de 50 anos, o equivalente a 49 casos por dia.

São ainda esperadas 3 640 mortes pela doença neste grupo etário, parcialmente devido a diagnósticos tardios. Uma em cada quatro pessoas nesta faixa etária (26 por cento) será diagnosticada com metastização da doença, contra 19 por cento nas pessoas acima dos 65 anos.
 
“Apesar de a incidência e mortalidade do cancro colorretal estar a decrescer no geral, este progresso está confinado a grupos de maior idade”, explica Rebecca Siegel, autora do estudo.

Fonte: CNN

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