NEFROLOGIA

Exame identifica doentes em risco de fazer diálise ou transplante

Cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelam que um teste simples à urina que deteta o excesso de uma proteína é um bom indicador do risco de doença renal crónica depois de lesão renal aguda. O estudo foi publicado no JAMA International Medicine.

Exame identifica doentes em risco de fazer diálise ou transplante

 
A lesão renal aguda advém da incapacidade repentina de os rins filtrarem resíduos no sangue. Pode acontecer em qualquer idade e existe probabilidade de recorrência ou de se desenvolver falha ou insuficiência renal.
 
A proteinúria é o excesso de proteína na urina e funciona como indicador da função renal, podendo indicar doença renal. Contudo, nos Estados Unidos da América este indicador não é medido depois da ocorrência de lesão renal aguda.
 
Os cientistas analisaram dados de 1 538 adultos hospitalizados com e sem lesão renal aguda, de forma a perceber se a análise à proteinúria seria um bom indicador de recorrência ou desenvolvimento e agravamento da doença. 
 
Depois de um seguimento de 4,7 anos, em média, os investigadores observaram que 139 doentes (nove por cento) tinham insuficiência renal e 58 tinham doença renal em último estádio. Daqueles com insuficiência renal, 97 tinham lesão renal aguda.
 
Os dados apurados mostraram que os doentes com elevados níveis de proteinúria na urina três meses após a hospitalização tinham um risco 1,5 vezes maior de desenvolverem insuficiência renal.
 
Este estudo refere que se as análises forem feitas após a hospitalização poder-se-á prever quais os doentes em maior risco e dessa forma direcionar tratamentos para evitar futuras complicações, hospitalizações, a necessidade de transplantes e diálise.


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