CIRURGIA

Cirurgia pré-natal mais eficaz no tratamento de espinha bífida

Um estudo publicado na revista Pediatrics revela que o procedimento cirúrgico pré-natal de reparação da espinha bífida desenvolvido pelo Centro Médico da Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, é mais eficaz que o método tradicional.

Cirurgia pré-natal mais eficaz no tratamento de espinha bífida

 
A mielomeningocele é a mais comum e grave forma de espinha bífida, uma anomalia congénita que resulta do fechamento incompleto do tubo neural durante o desenvolvimento do embrião. Algumas vértebras não se fecham, o que resulta numa exposição dos nervos e da medula espinhal.

Até 1997, as cirurgias de reparação eram feitas depois do nascimento. No entanto, o método desenvolvido em Vanderbilt permite fazer a reparação dentro do útero. Este último oferece às crianças melhores resultados e maior probabilidade de caminharem de forma independente.

Um primeiro estudo longitudinal com 183 cirurgias revela que a cirurgia fetal reduziu a necessidade de um shunt em cerca de 30 por cento e aumentou a probabilidade de a criança caminhar sozinha.
 
Os investigadores analisaram 161 crianças durante este estudo, 79 das quais foram submetidas a cirurgia fetal e 82 a cirurgia tradicional depois do nascimento, que foram depois acompanhadas até ao início da idade escolar.

Os dados apurados mostraram que as crianças do primeiro grupo caminhavam mais de forma independente (90 por cento) do que as do outro grupo (80 por cento).

Verificou-se ainda que aquelas submetidas a cirurgia pré-natal necessitaram de menos shunts do hidrocéfalo no cérebro (49 contra 85 por cento) e menos substituições de shunts (47 contra 70 por cento).
 
Este estudo fornece informação importante que ajuda à decisão de médicos e pais sobre a cirurgia fetal, afirmaram os autores.

Fonte: Eurekalert

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