VÍRUS

Novo vírus proveniente da China transmissível entre humanos

Um especialista chinês confirmou esta segunda-feira, 20 de janeiro, que o vírus proveniente da China que está a causar infeções respiratórias, algumas das quais mortais, é transmissível entre humanos, depois de o presidente do país Xi Jinping, ter vindo dizer que este novo tipo de pneumonia viral deve ser “completamente contido”, naquela que foi a sua primeira reação pública sobre o tema. A informação foi avançada pelo South China Morning Post.

Novo vírus proveniente da China transmissível entre humanos

De acordo com Zhong Nanshan, um cientista chinês da Comissão Nacional de Saúde, foram detetados pelo menos dois casos em que o vírus se transmitiu entre humanos na província de Guangdong, no sudeste do país. Entretanto, ocorreram 14 infeções entre profissionais de saúde, que estiveram em contacto com um dos doentes.

As autoridades chinesas dizem ainda que o número de pessoas infetadas com o vírus mais do que triplicou no fim de semana depois de ter chegado a algumas das maiores cidades chinesas. Cinco novos casos foram confirmados em Pequim e 14 na província de Guango. Também Xangai confirmou ontem o primeiro caso.

Foi, entretanto, confirmada uma terceira morte causada pelo vírus e há já mais de 217 novos casos de coronavírus detetados na China, 198 dos quais em Wuhan, a cidade onde a doença parece ter tido início. O vírus também já está no Japão, Tailândia e Coreia do Sul.

“Atualmente, não há uma cura especial para esse novo coronavírus e [estamos] a fazer alguns testes em animais”, disse Zhong. A poucas semanas das celebrações do Ano Novo lunar, em que milhões de chineses viajam dentro do país, “temos de evitar o aparecimento do vírus”, reforçou. Segundo o ministério chinês dos Transportes, a China deve registar um total de três mil milhões de viagens internas durante os próximos 40 dias.

Os primeiros relatos da doença surgiram em dezembro de 2019. Alguns dos primeiros infetados trabalhavam num mercado de peixe, onde também seriam vendidos pássaros, coelhos ou cobras. Desde então, o mercado está fechado para desinfeção, uma vez que a transmissão da doença dos animais para os humanos não foi posta de parte pelas autoridades.

O último surto do género começou no Sul da China e foram registados mais de oito mil casos em todo o mundo. Matou mais de 800 pessoas entre 2002 e 2003. Mais tarde, descobriu-se que as autoridades chinesas encobriram novos casos durante meses, o que agravou a sua propagação. Desde 2004 que não havia registo de nenhum novo caso, a nível mundial, e a comunidade médica chegou a considerar a síndrome respiratória aguda grave erradicada.

Especialistas britânicos disseram à BBC que o número de infetados pode ser muito maior do que os números oficiais sugerem, apontando para perto de 1 700 casos.


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