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Atividade gripal regista tendência descendente

A época gripal em Portugal está a registar uma intensidade baixa a moderada. Nas regiões norte e centro está já a descer. O anúncio foi feito pela diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Atividade gripal regista tendência descendente

Em conferência de imprensa conjunta com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), Graça Freitas admitiu que o pico da gripe poderá já ter sido atingido, havendo uma atividade gripal em fase descendente, mas que apresenta diferenças regionais. 

O Alentejo não registou atividade epidémica e o Algarve está a agora a entrar em fase epidémica. Nas regiões Norte e Centro a atividade gripal está já a descer. Em Lisboa e Vale do Tejo, a gripe encontra-se “num planalto”, ainda sem descida.

Graça Freitas adiantou que há três razões essenciais que explicam estes baixos níveis. “Se interpretássemos esta época gripal eu diria que tivemos dois fatores da natureza e um humano a interferir: o das temperaturas, já que tivemos um inverno ameno; as características de um vírus do tipo B, em que a atividade gripal é habitualmente menos intensa e o fator humano, que é o da adesão à vacinação contra a gripe.

Nunca se vacinou tanto em Portugal como este ano. Só no Serviço Nacional de Saúde vacinámos cerca de dez por cento a mais do que nos anos anteriores, em períodos homólogos”, a que se juntaram mais de 600 mil cidadãos que adquiriram vacinas em farmácias.

Este ano, mais idosos foram vacinados contra a gripe e tem havido menos carga de doença nesta população. Entre os jovens com menos de 18 anos está já a registar-se, nas últimas duas semanas, uma descida dos casos.

Em Portugal, o vírus da gripe dominante esta época tem sido o do tipo B, ao contrário do que se passa na maioria dos restantes países da Europa. O vírus do tipo B tem sido consistentemente responsável por épocas de gripe mais benignas (menor impacto quer na morbilidade, quer na mortalidade por todas as causas).

Ricardo Mestre, vogal do conselho diretivo da ACSS, entidade que é responsável pela monitorização dos recursos nos estabelecimentos do SNS, nomeadamente nos cuidados de saúde primários e hospitalares, garantiu que as camas adicionais de internamento abertas nos hospitais ao abrigo dos planos de contingência, não têm tido utilização elevada.

Até 9 de janeiro, em termos nacionais, de um total de 1 496 camas previstas nos planos de contingência das unidades hospitalares do SNS, 775 encontram-se ativadas, o que corresponde a 51,8 por cento. 

Ao nível dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), estão a funcionar 114 centros de saúde com horário alargado em todo o país.

Fonte: DGS

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