ALIMENTAÇÃO

Refrigerantes dietéticos podem ser prejudiciais

Estudos recentes sugerem que os formuladores de políticas que querem implementar um imposto sobre os refrigerantes também devem incluir bebidas dietéticas, uma vez que os adoçantes que as compõem também podem estar a contribuir para a diabetes e doenças cardiovasculares.

Refrigerantes dietéticos podem ser prejudiciais

Adoçantes não nutritivos têm subprodutos diferentes que não são convertidos em calorias; o aspartame, por exemplo, passa por um processo metabólico diferente do açúcar; outros, como a sacarina e a sucralose, não são decompostos, mas são absorvidos diretamente na corrente sanguínea e excretados na urina.

Teoricamente, estes adoçantes deviam ser uma escolha melhor do que o açúcar para diabéticos. A glicose estimula a libertação de insulina, uma hormona que regula os níveis de açúcar no sangue.

A diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo não responde mais tão bem à insulina como deveria, levando a níveis mais altos de glicose no sangue que danificam os nervos, rins, vasos sanguíneos e coração.

No entanto, há evidências crescentes, na última década, de que esses adoçantes podem alterar processos metabólicos saudáveis ​​de outras maneiras, especificamente no intestino.

O uso a longo prazo destes adoçantes tem sido associado a um maior risco de diabetes tipo 2; os adoçantes, como a sacarina, demonstraram alterar o tipo e a função do microbioma intestinal, já o aspartame diminui a atividade de uma enzima intestinal que normalmente é protetora contra a diabetes tipo 2.

Além disso, essa resposta pode ser exacerbada pela “incompatibilidade” entre o corpo que percebe algo como sabor doce e as calorias associadas esperadas. Quanto maior a discrepância entre a doçura e atual conteúdo calórico, maior a desregulação metabólica.

Os adoçantes também demonstraram alterar a atividade cerebral associada à ingestão de alimentos doces.

Um exame funcional de ressonância magnética, que estuda a atividade cerebral medindo o fluxo sanguíneo, mostrou que a sucralose, em comparação com o açúcar comum, diminui a atividade na amígdala, uma parte do cérebro envolvida na perceção do paladar e na experiência de comer.


OUTRAS NOTÍCIAS RELACIONADAS


ÚLTIMAS NOTÍCIAS