TERAPIA

Intervenções não farmacológicas reduzem agitação na demência

Intervenções farmacológicas e não farmacológicas são atualmente usadas para tratar sintomas neuropsiquiátricos em pessoas com demência.

Intervenções não farmacológicas reduzem agitação na demência

Cientistas do St. Michaels Hospital e da Universidade de Toronto, no Canadá, conduziram uma revisão sistemática para resumir a eficácia comparativa de intervenções farmacológicas e não farmacológicas no tratamento da agressividade e agitação em adultos com demência.

Um total de 163 estudos envolvendo dados de 23 143 pacientes foram incluídos nas metanálises de rede.

Os investigadores descobriram que, na análise de intervenções direcionadas à agressividade e agitação de 148 estudos com 21 686 pacientes, verificou-se que, em comparação com os cuidados usuais, o atendimento multidisciplinar, massagem e terapia por toque e música combinada com massagem e terapia por toque, eram clinicamente mais eficazes (diferenças médias padronizadas, -0,5, -0,75 e -0,91, respetivamente).

Comparado com os cuidados usuais, a terapia recreativa foi significativamente, mas não clinicamente, mais eficaz (diferença média padronizada, -0,29).

Portanto, de acordo com os autores do estudo, deve-se considerar a priorização de intervenções não farmacológicas em relação a intervenções farmacológicas para agressividade e agitação, devido aos possíveis danos associados a certas intervenções farmacológicas.

Os decisores políticos devem considerar instituir e promover políticas para facilitar o uso de intervenções não farmacológicas para esses doentes, afirmaram ainda os investigadores.


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