PSIQUIATRIA

Saúde mental tem falta de cuidados continuados

A insuficiente resposta de cuidados continuados em saúde mental obriga um número elevado de doentes a permanecerem internados.

Saúde mental tem falta de cuidados continuados

“Apesar do sucesso da reorganização da rede hospitalar em saúde mental, a insuficiente resposta de uma rede de cuidados continuados em saúde mental ainda mantém um número elevado de doentes de longa duração em internamento hospitalar”, afirma o estudo do Conselho Nacional de Saúde (CNS) intitulado “Sem Mais Tempo a Perder: Saúde Mental em Portugal – Um Desafio para a Próxima Década”.

A oferta de cuidados continuados em saúde mental ainda é “muito insuficiente, face às necessidades existentes, e muito assimétrica, sendo urgente expandir o número de lugares de forma a dar resposta aos doentes e às suas famílias”.

Segundo o documento a que agência Lusa teve acesso, falta concluir a integração da assistência psiquiátrica nos Serviços de Saúde Mental do Centro Hospitalar do Oeste, Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca, Centro Hospitalar do Médio Ave e Centro Hospitalar Entre o Douro e Vouga.

O estudo assinala os “passos positivos” dados recentemente com a abertura de novas camas em Lisboa e Porto, mas diz ser urgente requalificar a unidade de Coimbra, e disponibilizar mais lugares para inimputáveis fora dos estabelecimentos prisionais.

Em Portugal, as perturbações psiquiátricas têm uma prevalência de 22,9 por cento, colocando o país num “preocupante segundo lugar” entre os países europeus. Em 2017, o suicídio foi responsável por 14 628 anos potenciais de vida perdidos.

Adicionalmente, a demência assume uma frequência de 20,8 por cada mil habitantes, o que posiciona Portugal em quarto lugar entre os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Fonte: Lusa

OUTRAS NOTÍCIAS RELACIONADAS


ÚLTIMAS NOTÍCIAS