Questionário aumenta taxa de sobrevivência de cancro do esófago
Cientistas da Universidade College de Londres, no Reino Unido, afirmam que o diagnóstico ou avaliação do risco de cancro do esófago pode ser feito através de um questionário sobre os fatores de risco. O estudo foi publicado na revista Lancet Digital Health.

Os investigadores analisaram, através de inteligência artificial, dados de 1 299 pacientes, dos quais 880 tinham esófago de Barret, incluindo 40 com adenocarcinomas do esófago, e 419 eram controlos, de forma a estabelecer os fatores de saúde comuns da doença.
O esófago de Barret é uma doença em que as células do esófago crescem de forma anormal devido ao refluxo gástrico. Esta doença não é cancro, mas aumenta o risco de o desenvolver em 30 a 60 por cento e a única forma de a detetar é através de endoscopia, um diagnóstico invasivo que muitas pessoas evitam.
Foram encontrados oito fatores comuns da doença: idade, género, fumar, circunferência abdominal, frequência das dores de estômago, duração da azia, paladar ácido, e toma de fármacos supressores de acidez.
Os autores do estudo descobriram ainda que os homens com excesso de peso e que tomam medicação antirreflexo prolongadamente devem merecer especial atenção.
“Propomos que se desenvolva um simples questionário [de sim ou não] para identificar os riscos, como uma grande circunferência abdominal, fortes dores de estômago e azia. Isto pode ser preenchido pelo médico de família”, afirmou Laurence Lovat, líder do estudo.
Segundo o investigador, os resultados identificarão o risco e será possível tratar o cancro esofágico numa fase mais inicial, de forma a melhorar as hipóteses de sobrevivência.
