CANCRO

Cientistas descobrem causa do tumor de Wilms em crianças

Um estudo publicado na revista Science revela que investigadores do Instituto Wellcome Sanger, no Reino Unido, identificaram pedaços de tecido de rins de crianças que pareciam normais, mas que, na verdade, continham alterações de ADN causadoras do tumor de Wilms.

Cientistas descobrem causa do tumor de Wilms em crianças

O tumor de Wilms é um tipo de cancro do rim que afeta maioritariamente crianças até aos cinco anos de idade. A grande maioria é curável através da remoção do rim e alguma radioterapia.

Durante este estudo, os investigadores perceberam que as células cancerígenas se formam nas primeiras semanas de vida, onde as primeiras células ganham a modificação de ADN associada ao cancro e proliferam quando o rim se está a desenvolver.

Os investigadores compararam tecido de rim saudável com tecido do tumor de Wilms, através de análise comparativa de genoma, de 66 tumores e 163 tecidos saudáveis. Foram criadas 229 sequências de genomas para verificar as diferenças genéticas entre os dois tecidos.

Em dois terços das crianças com o tumor de Wilms, as alterações no ADN associadas à doença foram encontradas tanto em tecido saudável como no tecido tumoral.

A análise ao microscópico permitiu descobrir que pedaços de tecido que pareciam normais à primeira vista continham afinal células geneticamente anormais.

Estes pedaços têm origem numa única célula corrompida com a alteração de ADN que suprime o gene H19. A função deste gene é garantir que as células crescem da maneira correta.

Estando o gene H19 “desligado”, as células rapidamente crescem em pedaços pré-cancerígenos de onde se formam os tumores de Wilms, afirmaram os autores do estudo.

A equipa de investigadores percebeu que este tumor é como uma raiz por baixo do solo. Depois de se descobrir qual o pedaço de tecido que foi tomado pela raiz, é suficiente retirar esse pedaço e o tumor não volta a aparecer.

Devido à recidiva deste tipo de tumor, é prática remover todo o rim. Contudo, nos casos em que a doença atinge ambos os rins, esta descoberta permite conservar ao máximo o órgão e a sua função.

Fonte: Science Daily

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